As provas sumiram
Gravações que sustentavam ação no STF contra o deputado Edson Giroto e o filho do governador de Mato Grosso do Sul desaparecem e comprometem a atuação da Justiça
O BENEFICIÁRIO
O governador André Puccinelli teria comandado esquema
para neutralizar o candidato do PT, Semy Ferraz
No dia 19 de outubro de 2011, uma decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, pôs sob suspeita a segurança do Judiciário na proteção de provas que sustentam processos. O despacho da ministra refere-se à ação penal 605, que investiga o esquema comandado pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), para neutralizar o adversário Semy Ferraz (PT), que disputava uma vaga de deputado estadual e fazia críticas abertas a ele na campanha de 2006. O processo tramitava havia cinco anos no STF, quando a ministra percebeu que as gravações que subsidiavam a denúncia feita pelo Ministério Público Federal haviam sido retiradas da ação e substituídas por dois DVDs vazios. Ao notar o sumiço dos áudios, Cármen Lúcia pediu as cópias das gravações desaparecidas e mandou apurar quem são os culpados pelo extravio de provas em benefício dos acusados. O fato inviabiliza a continuidade das investigações, pois o STF tem de atestar a autenticidade de grampos telefônicos antes de julgar o caso. “Oficie-se à 5ª Vara Federal de Campo Grande, requisitando o envio de cópias das mídias não localizadas e cuja responsabilidade deverá ser apurada”, diz a ministra.
De acordo com denúncia do MP Federal, o governador de Mato Grosso do Sul, seu filho, André Puccinelli Júnior, e seus assessores “idealizaram um plano para imputar falsamente” ao adversário do PT a acusação de crime eleitoral. Nas gravações feitas pela Polícia Federal, Puccinelli Júnior conversava com assessores e com o deputado federal Edson Giroto (PMDB-MS) sobre uma falsa lista de eleitores que seria usada para acusar o candidato do PT de compra de votos. Com base nesses diálogos, em setembro do ano passado o MP pediu a condenação de cinco pessoas por denunciação caluniosa, entre elas o próprio Giroto e o filho de André Pucinelli.
INVESTIGAÇÃO
Em despacho, a ministra Cármem Lúcia manda apurar
quem são os culpados pelo extravio das provas
O sumiço das fitas revelou falha na condução do caso pelo próprio STF, que não tinha feito cópias de segurança das gravações e não sabia sequer informar se as originais haviam de fato chegado ao Supremo. O problema agitou os órgãos administrativos e o clima de dúvida persiste, já que até agora ninguém conseguiu descobrir em que momento as provas foram retiradas do processo. “Pode ter sumido em qualquer lugar. Mas alguém recebeu a mídia vazia e fez de conta que não viu”, resume um alto funcionário do Supremo. Há 22 anos no STF, o ministro Marco Aurélio Mello ressalta a gravidade do fato e diz que são raros os registros de falhas como essa. Segundo ele, a responsabilidade de quem retirou a prova deve ser apurada, porque atrapalhar o trabalho da Justiça configura crime grave. “Uma vez, um sujeito engoliu uma promissória que constava no processo. Ele foi responsabilizado. Acho que o STF tem de investigar, pois essa prática impede o desfecho das ações”, diz ele.
As conversas entre o grupo de sustentação da campanha de André Puccinelli ao governo renderam cinco DVDs. Dois sumiram. Mas é justamente o que foi gravado nos dias 29 e 30 de setembro de 2006 com as conversas do filho do governador que não integra mais o processo. Segundo Semy Ferraz, o áudio desaparecido é o que mais compromete o clã de Puccinelli. “Todo mundo ficou perplexo com isso. Como parte na ação, eu tive acesso a tudo no início das investigações e não entendo como uma prova tão importante não chegou ao STF”, diz ele. Os advogados de Semy entraram com uma petição sugerindo ao STF que peça à PF as gravações originais, que estariam em poder do delegado que iniciou as investigações e teria cópias guardadas. A ministra Cármen Lúcia ainda não se posicionou sobre esse pedido. Se o fizer e receber as cópias, o processo vai ganhar novo fôlego e poderá, enfim, ser concluído. Para o bem da imagem do Judiciário
TRAMA
Segundo o MP, o deputado Edson Giroto criou uma
lista de eleitores para prejudicar adversário
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012

Chefes de Estado dos cinco países do Brics reunidos em Nova Déli, na Índia: Dilma Rousseff, presidente russo Dmitry Medvedev, primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, presidente chinês Hu Jintao e presidente sul-africano Jacob Zuma.
No caso da Síria, os cinco países pedem no comunicado final do encontro "o fim imediato da violência e das violações dos direitos humanos" e a promoção do diálogo que "reflita as aspirações legítimas de todos os setores da sociedade síria", assim como o respeito de sua "independência, integridade territorial e soberania".
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"Nosso objetivo é facilitar um processo político inclusivo liderado pelos sírios", afirma o texto, no qual os Brics manifestam apoio aos esforços conjuntos da ONU e da Liga Árabe com este objetivo.
"Estimulamos o governo sírio e a todos os setores da sociedade síria que demonstrem desejo político de iniciar um processo assim, o único que pode criar um novo entorno para a paz", afirma o comunicado.
Sobre o Irã, os Brics afirmam que não é possível permitir uma escalada do conflito, pois as "consequências desastrosas" não beneficiariam ninguém.
Depois de reconhecer "o direito do Irã ao uso de energia nuclear com fins pacíficos" que respeite as obrigações internacionais, defendem uma solução por meios políticos e diplomáticos, assim como o diálogo entre as partes envolvidas, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e Teerã, "em conformidade com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações.
No campo econômico, os Brics não fecharam acordo sobre o apoio a um candidato para presidir o Banco Mundial.
No comunicado final, os cinco países se limitaram a saudar as candidaturas do "mundo em desenvolvimento", mas reiteraram que a escolha dos chefes do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional deve acontecer com base nos méritos dos aspirantes.
Três candidatos disputam a sucessão do americano Robert Zoellick à frente do Banco Mundial: a ministra das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, o médico e antropólogo americano de origem coreana Jim Yong Kim, presidente de Dartmouth College, e o colombiano José Antonio Ocampo, professor na Universidade de Columbia.
terça-feira, 27 de março de 2012

Irã reitera que sanções e agressões piorarão situação mundial
Escrito por Erica Soares
Teerã, 26 mar (Prensa Latina) Líderes políticos, religiosos e acadêmicos do Irã reiteraram hoje que as sanções do Ocidente contra este país provocarão uma alta nos preços mundiais do petróleo e que qualquer agressão militar complicará a situação no Oriente Médio.
Fontes citadas pelos principais meios noticiosos estatais alertaram que a atual escalada nos preços do petróleo devido às sanções adotadas pelos Estados Unidos e a União Europeia (UE) acarretam maiores riscos de recessão na economia global.
O líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Alí Khamenei, advertiu recentemente que o Irã dará uma resposta "ao mesmo nível" se for atacado por Israel ou algum de seus inimigos ocidentais, enquanto fontes na chancelaria chamaram a combater medidas punitivas.
Os comentários ganharam força porque um relatório sublinhou o fato de que os bloqueios econômicos e petroleiros aplicados contra Teerã não podem deter o desenvolvimento de seu programa nuclear e, pelo contrário, "só farão disparar os preços do petróleo".
A respeito, meios locais aludiram a alertas do presidente estadunidense, Barack Obama, e da diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, de que as tensões com o Irã afetariam o setor energético e levariam a "um choque econômico".
De modo particular, terá um impacto negativo nas economias da Europa, onde as medidas de austeridade aumentam o desemprego, dilaceram a confiança dos consumidores e golpeiam os comércios.
Os indicadores na Zona Euro, depois que a UE adotou dia 23 de janeiro passado o veto às exportações de hidrocarboneto iraniano, mostraram em março uma maior recessão com a atividade do setor privado, indicativo de uma queda inesperada, apontou um analista.
Analistas preveem um panorama mais sombrio se o Irã, que é o terceiro exportador mundial de petróleo, cortar suas exportações como resposta às sanções ou aplicar seu plano de contingência de fechar o Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de petróleo.
Além disso, a República Islâmica chamou de inconsistentes os argumentos ocidentais de que seu programa nuclear objetiva fins militares e recordaram declarações do ex-diretor do Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) Mohamed ElBaradei.
ElBaradei desaconselhou um hipotético ataque militar israelense ou estadunidense às plantas nucleares iranianas e sublinhou que uma agressão "pode destruir suas instalações, mas nunca deter o conhecimento de especialistas em tecnologia nuclear".
quarta-feira, 9 de março de 2011
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Notícias Urgentes
Diário Digital O governo japonês ordenou hoje um controlo urgente de todos os reatores nucleares do país, para evitar avarias semelhantes às ocorridas na central de Fukushima na sequência do sismo de 11 de março. Uma carta neste sentido, tornada hoje pública, ... Japão pondera nacionalizar proprietária da central de Fukushima Japão: forte radioatividade no reator 2 de Fukushima suspende ... |
terça-feira, 28 de julho de 2009
As Notícias
O Globo | Governadores lamentam morte de Alencar Último Segundo - iG O governador de Minas Gerais Antonio Anastasia lamentou o falecimento de José Alencar, nesta terça-feira, destacando a luta dele contra o câncer há mais de dez anos. “Minas já deu muitos exemplos para o Brasil de vida e de luta. ... Avião da FAB com o corpo de Alencar chega a Brasília Palácio do Planalto está pronto para receber o corpo de José Alencar Corpo de José Alencar chega a Brasília para o velório |
segunda-feira, 13 de julho de 2009

Brasil volta a liderar o ranking da Fifa
Conquista da Copa das Confederações faz a seleção brasileira passar a espanhola, terceira colocada no torneio disputado na África do Sul
A seleção brasileira reassumiu nesta quarta-feira a liderança do ranking da Fifa, após conquistar a Copa das Confederações, no último domingo, na África do Sul. O Brasil, que assume a ponta do ranking pela primeira vez desde 2007, subiu quatro posições para ultrapassar a Espanha, que liderava desde a conquista da Eurocopa no ano passado. A seleção brasileira tem agora 1.672 pontos no ranking, contra 1.590 da Espanha.
Na terceira posição está a Holanda, com 1.379 pontos, enquanto a Itália, atual campeã mundial, mas que não passou da primeira fase na Copa das Confederações, aparece em quarto, com 1.229. A quinta colocação ficou com a Alemanha, com 1.207 pontos.
Já a Argentina, que tropeçou recentemente pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010 e não disputou a Copa das Confederações, está apenas em oitavo, com 1.091
Confira as 05 primeiras seleções no ranking da Fifa
1º) Brasil - 1.672 pontos
2º) Espanha - 1.590
3º) Holanda - 1.379
4º) Itália - 1.229
5º) Alemanha 1.207
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Lá pelos anos de 1941, dois homens de Deus se propuseram a evangelizar os habitantes do pantanal matogrossense: Eduardo Joerk e João Rodrigues. Na residência da irmã Agostinha Joerk, mãe de Eduardo Joerk, na época dirigente da primeira congregação, localizava-se onde é a atual Rua Delamare. Já em 1942 o irmão Eduardo Joerk mudou-se para Cuiabá, ficando à frente da pequena congregação que germinava o irmão Tomas Lindores (este era da Igreja Neo Testamentária). Porém, a pequena congregação que nascia naqueles dias tinha o caráter pentecostal.
No ano de 1943, a convite da pequena congregação, chegou a Corumbá o Pastor Vital de Oliveira, enviado pelo Pastor Cícero Canuto de Lima, quando a congregação já se reunia à Rua João Pessoa, hoje Rua Dom Aquino, nas proximidades da residência de Claudio Dichof, onde foi instituído pela primeira vez o título "Igreja Evangélica Assembléia de Deus". Assim, estava iniciada uma grande obra que Deus já tinha preparado para esta cidade.
Em 1945, chegou o Pastor Daniel Beltrão. Foi quando a igreja mudou-se para a rua 13 de junho, 1987, - próximo a residência do Pastor Farias, na qual também foi realizado o seu batismo em águas, em 14 agosto de 1946 - onde permaneceu até 1951.
Em 1949 chegou em Corumbá o Pastor Antônio Domingos Martins, para presidir a igreja, iniciando a formação do Círculo de Oração e o coral da Igreja.
Na gestão do Pastor Antônio Domingos Martins comprou-se do irmão Leopoldo Moreira o lote 123, situado à Rua Cabral, onde foi construido o primeiro templo da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Corumbá, medindo aproximadamente 10m x 7m.
Foi organizada a diretoria administrativa da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, no dia 22 de novembro de 1951. No Diário Oficial do Estado do Mato Grosso em sua página nº 6, de 29 de novembro de 1951, foram publicados os estatutos da Igreja, ficando constituída a primeira diretoria com os seguintes membros: Presidente Pastor Antônio Domingos Martins; vice-presidente: Francisco Antônio Vicente de Farias; 1º secretário: Adauto Edson Dourado; 2º secretário: Alber Iasbek Saab; 1º tesoureiro: Albino Dias de Figueiredo e 2º tesoureiro: Manoel Nery Barbosa.
Em 1952 ficou na direção da igreja o irmão Albino Dias Figueiredo. Neste mesmo ano assumiu interinamente a presidência da igreja o Pastor Alfredo Rudzit, que era também pastor em Campo Grande, ficando na direção dos trabalhos em sua ausência o Presbítero Francisco Antônio Vicente de Farias. Em 1953, na direção dos trabalhos, o irmão Farias alugou um salão em Porto Soares, a fim de funcionar a congregação das Assembléias de Deus em terras bolivianas. Ainda em 1953, assumiu o pastorado da igreja o Pastor Pedro Gonçalves, onde exerceu um trabalho importante. Várias benfeitorias foram feitas neste período.
Em 1955 assumiu a presidência da igreja o pastor Antônio Simão. Em sua gestão o templo foi ampliado, construída a primeira parte do porão e adquirido um salão onde funcionou por vários anos a congregação de Ladário. Em 1960, assumiu interinamente o pastorado da igreja o Pastor Vicente Guedes Duarte, também pastor em Campo Grande, ficando a frente dos trabalhos o Presbítero João Câncio. Posteriormente, assumiu a presidência da igreja o pastor João Pereira de Andrade e Silva, o trabalho de evangelização foi ampliado, alcançando as fazendas e colônias atingindo até o Taquari e regiões do Paiaguás.
Em 1962, assumiu a presidência da igreja de Corumbá o Pastor Manoel Luiz Bezerra, cujo pastorado foi de aproximadamente doze anos, realizando um trabalho profícuo, como ampliação do templo sede e seu porão, realização de alguns casamentos, como os dos irmãos Neraldo com a irmã Margire e do irmão Vanderlei e irmã Bebete e a construção dos templos das congregações de Ladário, Popular Nova, Itaú e Alameda Boa Esperança.
No seu pastorado inicia-se a evangelização da Bolívia. Em 8 de dezembro de 1962 foi fundada a igreja de Puerto Quijarro, com a presença do Pastor Túlio Barros Ferreira, denominada Asembleas de Dios Boliviana, sob a supervisão da Assembléia de Deus de Corumbá. Em 1965 foi inaugurada a igreja de Porto Soares, sob a direção do Presbítero Francisco Venâncio Pinheiro.
O trabalho estava dando frutos e em 1967 o núcleo de El Carmen foi alcançado. Já em 1968 chegou a vez de Roboré e daí para frente a igreja foi avançando Bolívia adentro, em Taperas, San José, Pailon.
No dia 4 de junho de 1974, assumiu a apresidência da igreja o Pastor Carlos Padilha de Siqueira. Nos primeiros dias do seu pastorado foi adquirido o terreno ao lado da igreja, onde foi lançada a pedra fundamental do novo templo. Em 30 janeiro de 1975 foi criado o Serviço de Assistência Social e Cultura da Igreja Evangélica Assembléia de Seus – SASC. Na reunião do SASC em 2 setembro de 1976 foi criada a Escola de 1º grau Assembléia de Deus, que começou a funcionar no dia 3 de fevereiro de 1977.
A organização da assistência social visava de atender os membros mais necessitados. Nesta gestão foi adquirida a Rádio Atalaia, que transmitia os cultos ao vivo.
No ano de 1977 concretiza-se a construção do novo templo e dá-se a inauguração.
Em 5 de julho de 1985 o Pastor Carlos Padilha de Siqueira transfere a presidência da igreja para o Pastor Carlos Gomes Galvani.
Em 5 de julho de 1987 o Pastor Carlos Gomes Galvani transfere a igreja para o Pastor Monoel Luiz Bezerra.
Em 8 de setembro de 1987 o Pastor Monoel Luiz bezerra transfere a igreja para Pastor Osmar José da Silva.
Em 29 de novembro de 1987 o Pastor Osmar José da Silva transfere a igreja para o Pastor Benedito de Abreu.
Em 4 de outubro de 1990 o Pastor José Wellington Bezerra da Costa apresenta o Pastor Dirceu Mariano para estar na presidência da igreja.
Em 18 de junho de 1996 o Pastor Antonio Dionízio da Silva transfere a presidência da igreja ao Pastor João Martins.
Em 1996 chega a Corumbá o Pastor Joâo Martins, juntamente com sua esposa irmã Eva, seus filhos, irmão João Lucas e irmã Keila, para realizar uma grande obra que Deus lhes confiou nesta cidade. Inicia o seu trabalho evangelístico e missionário nas cidades de Corumbá, Ladário e na Bolívia.
De imediato, o Pastor João Martins inicia a construção do refeitório da igreja.
Exatamente há quinze anos atrás na travessia da ponte do Rio Paraguai, na cidade de Cáceres, no Mato Grosso, nasce uma grande idéia inspirada por Deus no coração do Pastor João Martins: o barco Bom Pastor.
É inaugurado o barco Bom Pastor em 1998, com a presença de várias autoridades, e o Nome do Senhor é glorificado e a Igreja Evangélica Assembléia de Deus a cada dia se consolida junto a sociedade corumbaense em um dos objetivos da igreja: não só assitir espiritualmente, mas também na ajuda humanitária aos menos favorecidos.
O barco Bom Pastor ficou pronto para percorrer o Rio Paraguai e atender à população ribeirinha, a qual se tornou alvo a ser alcançado pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
Além da evangelização, os barcos Bom Pastor I e II transformaram-se em referência à população das margens do Rio Paraguai e seus afluentes, que passa a contar com vários benefícios, tais como atendimento médico-odontológico e farmacêutico gratuitos. As equipes clínicas norte-americanas, com seus laboratórios compactos para exames e atendimentos, todo ano têm deixado as suas inestimáveis contribuições a esta população.
O projeto dos ribeirinhos é de grande amplitude e de natureza inédita, atingindo milhares de pessoas.
A obra missionária pela visão dada por Deus ao Pastor João Martins foi sedimentada. A Secretaria de Missões foi estruturada, os nossos missionários passaram a receber uma ajuda de custo e foram cadastrados na Secretaria Nacional de Missões - SENAMI - da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil - CGADB.
Ao longo da ferrovia que corta da fronteira com o Brasil até Santa Cruz de La Sierra as congregações foram consolidadas, como Posso Del Tigre, Chiochis, Paradero, Arroyo Concepcion, Três Cruzes.
Num cenário de imensas diferenças, globalização e pobreza, modernidade e analfabetismo, sociedade de consumo e fome, engajamento e omissões, a educação desponta como indiscutível e eficaz instrumento de mudanças.
O SASC sentiu a obrigação de ampliar a Escola Evangélica Assembléia de Deus - com aproximadamente 250 alunos, em prédio próprio, porém adaptado, na Rua Cabral, 1447 - e transformá-la em centro educacional.
Surge o projeto Centro Educacional da Assembléia de Deus, com instalações de 2264 metros quadrados, 18 salas de aula, auditório para duzentas pessoas sentadas, sala de projeção, biblioteca, laboratório, salas para administração e demais dependências. Em 4 de maio de 2002 é lançada a sua pedra fundamental.
Este projeto visa contribuir com a sociedade corumbaense na diminuição dos índices de analfabetismo do município , promovendo ensino de qualidade, comprometido com a formação cristã, ética e promovendo a cidadania de crianças e adolescentes.
Nesta empreita, o Senhor, nosso Deus, estava à frente. Íamos avançando e os recursos não faltavam; já estávamos em fase de acabamento com cerca de setenta por cento da construção do centro educacional. Era dia de inauguração e, principalmente, de agradecer a Deus porque até aqui nos ajudou o Senhor. É inquestionável que, sem ajuda de Deus, não teríamos concluído uma obra de tamanha envergadura, com as parcerias dos governos municipal, estadual e federal, bem como de outras intituições.
Na mesma data foi inaugurado o auditório, que recebeu o nome do grande missionário Bernard Johnson. Estava presente o seu filho, Pastor Terry Johnson, acompanhado do Pastor Josué de Campos, diretor da Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus.
Na semana de 23 a 27 de junho de 2003 a igreja, através do seu ativo Serviço de Assistência Social e Cultura (SASC), em parceria com o ministério Bernhard Johnson, realizou a primeira clínica médica da igreja na cidade de Corumbá.
Esta clínica médica, inédita nesta cidade, atraiu centenas de pessoas, crianças, jovens e adultos, de todos os bairros de Corumbá, Ladário, e dos distantes assentamentos rurais, inclusive do país vizinho, Bolívia. Todos os atendimentos foram gratuitos e sem distinção religiosa. Foram montados gabinetes médicos, odontológicos, oftalmológicos e farmácia, funcionando nas dependências da igreja. O serviço recebeu pessoas que há muito tempo não tinham acesso as esses procedimentos médicos.
Após estes procedimentos médicos, as pessoas foram evangelizadas, receberam atendimento psicológico e literatura bíblica. Ao final da clinica médica foram atendidas 1.840 pessoas, foram distribuídos aproximadamente 600 óculos e, dentro deste total de pessoas, setecentas aceitaram o Senhor Jesus como Salvador.
Deus coloca um novo projeto no coração do Pastor João Martins, e ele confiando que Deus estaria novamente com ele nessa empreita, com a ajuda da igreja e da sociedade que o tem apoiado seja no âmbito municipal, estadual ou federal, surge o projeto Hospital Bom Pastor.
No dia 14 de agosto de 2004, inicia-se a primeira etapa da construção do Hospital Bom Pastor em um grande mutirão com os membros da igreja. O hospital prevê a construção de ambulatório, enfermarias, centro clínico e centro cirúrgico totalmente equipados para atender a população corumbaense, ladarense e toda a região de maneira gratuita.A mão de deus realmente está neste negócio, pois a obra depois de iniciada não parou, e a cada dia cresce mais.
Com a evolução desta obra, o senhor nosso deus operou poderosamente, e no 15 de julho de 2006, sábado inauguramos, com a Graça de Deus, o ambulatório do Hospital Bom Pastor; sem dúvida, esta é uma obra de fé.
A Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Corumbá, ao completar 65 anos de fundação continua na sua missão de proclamar o evangelho do Senhor Jesus Cristo, aguardando a sua vinda...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
GLOBO REPÓRTER
Exma. Mídia:
Assistindo a reportagem das proezas de pessoas que com sorte, saíram do nada para uma vida abastada e sabendo que são poucos no universo de pessoas existentes, me veio à mente a facilidade com que a mídia encontrou para mostrar um lado bem sucedido de uma minoria brasileira.Sabemos todos nós que a maioria vivem umas realidades diferentes, que mesmo lutando com todas as forças não conseguiram chegar lá impedidos na maior parte por injustiças e decepções sofridas. Até hoje com 47 anos de vida, nunca vi nenhum desses milhões... Receber destaque em algum canal de TV com tamanho valor ser mostrado ou reportado com tanta ênfase em um programa tradicional e famoso como o Globo Repórter, e, escrevo porque pertenço à classe desses milhões detentores de uma história diferente da mostrada com destaque em Rede Nacional em 30/05/2008. Sendo assim fica uma pergunta ainda sem resposta, porquê? Será meu mundo outro? Creio que não, pois sei que minha história, que é igual a muitas que existem e representa muito para mim, não seja de interesse das grandes reportagens ou até mesmo de opiniões defendidas por “valores” detentoras e patenteadas por grandes conglomerados de comunicação que com reportagens como a divulgada sexta-feira à noite na mídia, se abastece e ao mesmo tempo se sustenta na publicidade de incentivo do consumismo desenfreado seja o produto qual for, alimentando a ilusão e fantasia das pessoas, sendo assim catastrófico para a sociedade no despertamento da busca e cobiça... Sem precedentes daquilo que muitas vezes não se pode alcançar. Escrevo não como um desabafo, mas uma opinião de um cidadão brasileiro que como tantos outros tem uma opinião a ser defendida, mesmo assistindo, outras opiniões formadas e defendidas com unhas e dentes.
Obrigado.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
CEROL MATA 
Vamos lutar para acabar com o cerol, acho eu que se as auttoridades tomar uma posição, seja ela municipal estadual ou mesmo federal para criar uma lei que pune os pais de menores que usam cerol em suas linhas de pipas, muita gente vai escapar da morte principalmente os motoqueiros. Vejam só eu nesta foto como fiquei e olha que eu estava de bicicleta e como ciclista não usa capacete eu senti a linha com cerol cortando meu rosto e ao tentar tirar a linha eu cai e bati fortemente a cabeça ficando desacordado na hora e levado pelo resgate dos bombeiros ao pronto socorro municipal causando assim um grande transtorno em minha vida, mas dou graças a Deus que me livrou da morte, e sabem amigos, muitos motoqueiros morrem porque usam capacete e não sentem a linha no rosto e quando então desce para o pescoço e é fatal.Resta nos lutar para acabarmos de vez com o cerol.
Vamos lutar para acabar com o cerol, acho eu que se as auttoridades tomar uma posição, seja ela municipal estadual ou mesmo federal para criar uma lei que pune os pais de menores que usam cerol em suas linhas de pipas, muita gente vai escapar da morte principalmente os motoqueiros. Vejam só eu nesta foto como fiquei e olha que eu estava de bicicleta e como ciclista não usa capacete eu senti a linha com cerol cortando meu rosto e ao tentar tirar a linha eu cai e bati fortemente a cabeça ficando desacordado na hora e levado pelo resgate dos bombeiros ao pronto socorro municipal causando assim um grande transtorno em minha vida, mas dou graças a Deus que me livrou da morte, e sabem amigos, muitos motoqueiros morrem porque usam capacete e não sentem a linha no rosto e quando então desce para o pescoço e é fatal.Resta nos lutar para acabarmos de vez com o cerol.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O ESTADO DE S.PAULO
UNE inicia movimento pelo fim da corrupção
(NACIONAL)
A União Nacional dos Estudantes inicia na quinta-feira, com passeata no Rio, mobilização pelo fim da corrupção. A campanha deve se estender por todos os Estados em novembro. Entre as reivindicações, a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, cita reforma política ampla, democratização dos meios de comunicação e ampliação dos investimentos em educação.
__________________________________ Polícia prende 7 por confronto que matou 2 no Paraná
Segurança e um líder do MST morreram, mas nenhum sem-terra foi detido
Miguel Portela, Evandro Fadel, José Maria Tomazela e Moacir Assunção (NACIONAL)
Cascavel - A Polícia Civil do Paraná prendeu sete seguranças acusados de envolvimento no confronto de anteontem na fazenda experimental da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (PR), que provocou a morte do líder do Movimento dos Sem-Terra Valmir Motta de Oliveira, de 42 anos, e do segurança Fábio Ferreira, de 25 anos, e deixou oito feridos.
De acordo com o delegado Luiz Alberto Cartaxo, os sete seguranças particulares foram presos em flagrante e autuados por formação de quadrilha, homicídio e exercício arbitrário das próprias funções. A polícia informou não ter indícios de participação da multinacional no confronto. Sobre a responsabilidade da empresa NF Segurança, contratada pela Syngenta para proteger a área, o delegado Cartaxo disse que ainda é prematuro julgá-la. A polícia apreendeu apenas um revólver calibre 38. A arma está registrada em nome da empresa de segurança e foi entregue pelos sem-terra aos policiais.
O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cascavel, Luciano Braga Cortes, disse que o governo do Paraná tem responsabilidade no confronto. “Poderíamos ter evitado essas mortes se o Poder Executivo cumprisse as ordens de reintegração.” Esta foi a terceira invasão à área da Syngenta desde março de 2006. “Lamentamos o acontecido, mas era previsto”, disse o presidente da Sociedade Rural do Oeste, Alessandro Meneghel. Segundo ele, o governo estadual deixou de cumprir seu dever ao desconhecer ordens judiciais para reintegrações de posse. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, também responsabilizou os governos estadual e federal pelo conflito. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), em nota, disse que milícias armadas têm agido no campo e nenhuma atitude foi tomada, apesar das denúncias.
A Agência Estadual de Notícias, do governo do Paraná, divulgou nota afirmando que 25 seguranças da NF Segurança - que teriam sido contratados pelo Movimento de Produtores Rurais (MPR) - chegaram atirando no domingo. Segundo a agência, a informação foi dada por policiais. Meneghel, que é organizador do MPR, negou participação no episódio. Anteriormente, o governo havia divulgado nota afirmando que, em cinco anos, já realizou 172 reintegrações de posse, “sem nenhuma morte ou violência”. “O que dirigentes da UDR não entendem é que este governo jamais fará reintegração usando de violência”, dizia a nota.
A Syngenta lamentou o confronto. “A Syngenta não autorizou o uso de força ou armas para manter a segurança.” O advogado da NF Segurança, Hélio Ideriha Júnior, garantiu que a empresa está constituída legalmente e os funcionários atuam dentro da lei.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) afirmou ter enviado a Cascavel um ouvidor agrário e um mediador de conflitos.
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Júri mantém condenação a 27 anos de prisão para assassino de Dorothy
Carlos Mendes (NACIONAL)
Belém - O Tribunal do Júri manteve ontem a condenação a 27 anos de prisão do pistoleiro Rayfran Neves Sales, o Fogoió, pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang. No julgamento, que durou 15 horas, Rayfran alegou que a matou em “legítima defesa”, que foi ameaçado pela freira enquanto plantava capim em um lote de Anapu, a 500 quilômetros de Belém.
A missionária, de 73 anos, foi atingida por 9 tiros em uma emboscada em fevereiro de 2005, em Anapu. Ela tentava implantar um projeto de desenvolvimento sustentado com pequenos agricultores. Isso contrariava interesses de grandes fazendeiros, alguns acusados de grilagem e desmatamento.
Rayfran fora condenado em dezembro de 2005, mas, como a pena ultrapassava 20 anos, ele tinha direito a novo julgamento. Cerca de 90 agricultores de Anapu assistiram à sessão ontem que se arrastou quase até a meia-noite. Acusação e defesa reprisaram as teses do julgamento anterior, com uma novidade: o pistoleiro Clodoaldo Batista contrariou o que disse no primeiro julgamento, em que foi condenado a 17 anos de prisão, e negou que o crime tenha sido praticado sob encomenda de fazendeiros da região.
Irritado com a nova versão de Clodoaldo, a 12ª desde o inquérito, o assistente de acusação Aton Fon Filho acusou-o de gritante contradição e pediu ao juiz Moisés Flexa que verificasse a possibilidade de ocorrência de falso testemunho. Clodoaldo disse que alguns interrogatórios foram feitos sob orientação da Polícia Civil e sob coação.
O promotor Edson Cardoso pediu aos jurados a condenação de Rayfran por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima. Dorothy, segundo ele, era tida como ameaça para os fazendeiros, por suas atividades sociais.
Cardoso disse que houve promessa de recompensa de R$ 50 mil e que a arma usada foi repassada a Rayfran por Amair Feijoli da Cunha, o Tato, também já condenado, como intermediário do crime a mando de Vitalmiro Moura, e Regivaldo Galvão - o único que ainda não foi julgado.
Advogado de Rayfran, César Ramos insistiu em o réu cometeu o crime em estado de “ameaça intensa” e não merecia condenação.
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Bush pede mais US$ 46 bilhões para guerras
Com isso, chega a quase US$ 200 bi a fatia do orçamento de 2008 reservada para os conflitos no Iraque e Afeganistão
NYT E AP (INTERNACIONAL)
O presidente dos EUA, George W. Bush, apresentou formalmente ontem ao Congresso o pedido de acréscimo de US$ 46 bilhões no orçamento de 2008 para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão. A solicitação eleva para US$ 196,4 bilhões a fatia do orçamento reservada para os gastos com os conflitos. “Devemos prover nossos soldados com a ajuda e o apoio de que eles precisam para que terminem seu trabalho”, disse Bush em entrevista coletiva na Casa Branca. O presidente acrescentou que o congressista que desejar o sucesso das tropas americanas no Iraque deve aprovar o pedido.
A oposição democrata reclamou. “O presidente quer que a gente simplesmente assine um cheque de US$ 200 bilhões? Eu acho que Bush não deve esperar que o Congresso aprove com facilidade esse pedido”, disse o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid. A oposição avisou que só analisará o pedido no ano que vem. Para manter a máquina bélica funcionando, os democratas disseram que aprovarão financiamentos provisórios para a guerra.
A guerra no Iraque, iniciada em 2003, já custou aos contribuintes americanos US$ 455 bilhões. Somando a isso o total requisitado ontem, a média de gasto mensal com as guerras sobe para cerca de US$ 12 bilhões, ou US$ 400 milhões por dia. Esse valor diário é um pouco menor que o total anual requisitado para o combate ao tráfico de drogas no México (US$ 550 milhões) e maior que o do auxílio anual aos palestinos (US$ 375 milhões).
A Casa Branca já tinha anunciado em fevereiro que haveria um acréscimo nos gastos com as guerras. A verba total reservada no orçamento de 2008 para o Pentágono, já computado o acréscimo, será de US$ 481,4 bilhões.
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Câmbio derruba saldo das contas externas
Com estouro da remessa de lucros, superávit cai de US$ 2,25 bi em setembro de 2006 para US$ 471 milhões neste ano
Fabio Graner e Gustavo Freire (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Pressionado pela valorização do real ante o dólar, o balanço de pagamentos, que registra todas as transações de bens e serviços do País com o exterior, teve forte piora em setembro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Em setembro, essa conta apresentou saldo positivo de US$ 471 milhões, bem abaixo das expectativas e quase cinco vezes menor que os US$ 2,25 bilhões de setembro de 2006.
'O resultado reflete as remessas de lucros e dividendos, que vêm crescendo há alguns meses por duas razões: o câmbio valorizado e o aumento no estoque de investimentos estrangeiros diretos (IED), que vêm se comportando muito bem', afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Por causa das maiores remessas de lucros, ele prevê para outubro um resultado negativo da ordem de US$ 500 milhões.
Em setembro, foi enviado para fora do Brasil US$ 1,686 bilhão, quase o dobro dos US$ 864 milhões verificados em igual mês do ano passado. Em outubro, até ontem, o BC registrava remessas de US$ 1,8 bilhão. A explicação para esse movimento é que, quando o câmbio está valorizado, as empresas podem enviar para suas matrizes no exterior mais dólares a cada real que obtêm de lucro. Além disso, o crescimento do IED gera um estoque de negócios que, ao produzir lucros, impacta a conta de remessas ao exterior.
'A surpresa foi a remessa de lucros e dividendos bem maior do que se esperava', concordou o economista Leonardo Miceli, da Tendências Consultoria. Ele previa saídas de US$ 1,2 bilhão. 'Essa foi a grande discrepância.' Outro fator destacado por ele foram as viagens internacionais, que tiveram saldo negativo quase duas vezes maior que os US$ 200 milhões por ele esperados.
De janeiro a setembro, a conta corrente acumula saldo positivo de US$ 5,64 bilhões - 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) - praticamente metade dos US$ 10,253 bilhões (1,29% do PIB) de igual período de 2006. Nos últimos 12 meses até setembro, o superávit é de US$ 9 bilhões (0,75% do PIB).
IMPORTAÇÃO RECORDE
As importações brasileiras bateram recorde na terceira semana de outubro, com a maior média diária da história: US$ 590 milhões. O Brasil está comprando mais do exterior, principalmente, combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, automóveis, autopeças, adubos e plásticos.
Na terceira semana do mês, a balança apresentou superávit de US$ 469 milhões, com exportações de US$ 3,41 bilhões e importações de US$ 2,95 bilhões. Com isso, o superávit em outubro subiu para US$ 2,01 bilhões. No ano, o superávit está em US$ 32,959 bilhões, queda de 10,7% ante o mesmo período de 2006.
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Investimento direto já cresceu 135%
De janeiro a setembro, País recebeu US$ 28 bi do exterior; em todo o ano passado, total foi de US$ 18,8 bi
Gustavo Freire e Fabio Graner (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Em nove meses do ano, o Brasil recebeu US$ 28 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. Uma média mensal, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), de US$ 3,1 bilhões. O valor acumulado até setembro já é 135% maior do que no mesmo período do ano passado.
'A perspectiva de investment grade, a inflação sob controle e o próprio crescimento da economia tornaram o País um porto para os investimentos diretos', afirmou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes.
Para outubro, a expectativa do BC é que entrem mais US$ 3,3 bilhões em investimentos diretos. Confirmada a previsão, o valor acumulado no ano chegará perto de US$ 31 bilhões. 'Vamos ultrapassar neste ano o pico histórico de US$ 32,7 bilhões alcançado em 2000, quando ainda estava em curso no Brasil o processo de privatizações das empresas estatais', afirmou Altamir. No ano passado, os investimentos diretos ficaram em US$ 18,8 bilhões.
Otimista, o presidente da Sociedade Brasileira de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, trabalha com estimativa de US$ 34,5 bilhões de investimentos diretos neste ano. 'Para alcançar esse valor, precisaremos ter uma média mensal de US$ 1,5 bilhão nos dois últimos meses do ano. É algo perfeitamente factível.' Neste ano, apenas fevereiro e maio apresentaram volume abaixo de US$ 1,5 bilhão.
Altamir destacou que 77,3% dos investimentos estrangeiros diretos entre janeiro e setembro podem ser classificados como novos. 'São investimentos que não estão vinculados a projetos de aquisição de plantas de produção já existentes. Estão relacionados à implementação de processos novos de produção.' Os investimentos estão disseminados por vários setores da economia. 'Não há concentração em setores específicos', disse ele.
O presidente da Sobeet observou que o Brasil vive situação diferente de outros países. 'Relatório da Unctad divulgado na semana passada demonstrou que 68% dos investimentos diretos estão relacionados a processos de fusões e aquisições de empresas.' Além disso, a maioria dos investimentos diretos é voltada ao mercado interno. 'Não é por outro motivo que 54% dos investimentos diretos entre janeiro e setembro estão concentrados no setor de serviços.' Lima prevê que em 2008 os investimentos ficarão ainda perto de US$ 34 bilhões.
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Governo pressiona bancos por corte de custos
(ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Embora diga que não queira, o governo ameaça leiloar a folha de pagamento da clientela da Previdência caso os bancos não reduzam os custos pela prestação do serviço. Há pelo menos dois dilemas na história: 1) O ministro da Previdência, Luiz Marinho, reconhece que não existe um banco capaz de atender sozinho ao pagamento; 2) Os bancos dizem ter interesse em reduzir os custos, mas temem perder a qualidade no atendimento. Dos dois lados, há também uma preocupação, não declarada, quanto ao real interesse dos bancos em ter exclusividade, já que se trata de clientes de baixa renda. __________________________________
Em 2008, efeito maior na indústria
Uso da capacidade deve cair, reduzindo ameaças inflacionárias
Fernando Dantas (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. 'Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008', diz Bicalho.
A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central (BC), que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam.
Por outro lado, os investimentos aumentam a capacidade produtiva da indústria, mas não imediatamente - qualquer decisão de investir, da compra de uma máquina à montagem de uma fábrica, demora algum tempo até se refletir concretamente na ampliação do potencial produtivo de uma empresa. Se os investimentos forem suficientemente altos por um período suficientemente longo, a capacidade pode crescer mais que a produção. Como resultado, a ocupação da capacidade instalada tende a cair e o risco inflacionário dela proveniente se reduz.
O estudo do Itaú mostra que é exatamente isso que deve acontecer no Brasil a partir do segundo semestre de 2008, por conta da onda de investimentos iniciada ainda em 2006. Com cálculos econométricos baseados em séries históricas de utilização da capacidade instalada, produção industrial e investimentos, Bicalho chega à conclusão de que, no Brasil, os investimentos têm que crescer 2,2 vezes mais rápido que a produção industrial para que a ocupação da capacidade instalada fique constante, isto é, não cresça nem caia.
A boa notícia é que os investimentos estão crescendo quase três vezes mais que a produção industrial. Isso significa que a utilização da capacidade tende a cair. Na comparação de agosto de 2007 com o mesmo mês de 2006, os investimentos cresceram 21% e a produção industrial, 6,6%. Tomando-se uma medida mais abrangente, que compara os 12 meses de setembro de 2006 a agosto de 2007, com o período equivalente de setembro de 2005 a agosto de 2006, houve um crescimento de 13,3% dos investimentos e de 4,5% da produção industrial.
O problema, porém, como explica Bicalho, é que o efeito dos investimentos na capacidade de produção só começa a ser sentido em média quatro trimestres depois do seu início e tem o seu maior impacto depois de passados de seis a sete trimestres.
Nos dois primeiros trimestres, ao contrário, o investimento tende a aumentar ainda mais a utilização da capacidade instalada, já que ele ainda não está fazendo nenhum efeito em termos de aumento da produção, mas amplia a demanda do setor de bens de capital.
Computando todos os seus dados em modelos econométricos, o economista do Itaú mostra que a onda de investimentos a partir de 2006 fará com que a ocupação da capacidade instalada medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) caia de 82,3%, em agosto de 2007, para níveis decrescentes, abaixo de 82%, a partir de agosto de 2008, atingindo 81,7% em dezembro de 2008.
Já a série da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu 85% no segundo trimestre de 2007, deve recuar para 84,2% no quarto trimestre de 2008. Em ambos os casos, o economista usa as séries livres de efeitos sazonais.
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Governo volta a adiar leilão de usina do Madeira
Data do pregão foi transferida pela terceira vez: de 29 de novembro para 10 de dezembro
Leonardo Goy (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
O governo adiou ontem, novamente, a data do leilão de concessão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Agora, em vez de ocorrer no dia 29 de novembro, a previsão é de que o leilão seja realizado no dia 10 de dezembro. Essa já é a terceira data fixada pelo governo. O plano inicial era fazer a licitação no dia 30 de outubro.
Depois, a data foi mudada para o dia 22 de novembro e, em seguida, para 29 de novembro.
A nova data será oficializada em portaria que será publicada hoje no Diário Oficial da União com as diretrizes para a realização do leilão. Com essas regras na mão, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já anunciava ontem que definirá os termos do edital do leilão no próximo dia 30.
O governo decidiu também reduzir em R$ 5,00 por megawatt/hora o preço máximo da energia a ser produzida pela usina de Santo Antônio.
A decisão pelo novo adiamento foi tomada a partir de uma proposta de cronograma apresentada pela Aneel, no qual a agência sugeria a nova data ao Ministério de Minas e Energia. 'Esse é o prazo que a Aneel pediu para viabilizar o leilão', disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
No cronograma sugerido pela Aneel, haverá um intervalo de aproximadamente 40 dias entre a publicação do edital (provavelmente no dia 31 deste mês) e o leilão. O aumento do prazo foi uma das solicitações feitas pela Aneel para ter mais tempo de analisar os documentos das empresas interessadas. E também para que os interessados possam analisar com mais calma os termos do edital. 'O prazo maior é necessário para atender a todos os prazos legais, sem percalços', disse o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman.
Tolmasquim disse que a nova data será mantida, mesmo se a Secretaria de Direito Econômico (SDE) não conseguir romper os contratos de exclusividade entre os principais fornecedores de turbinas do País e o consórcio Furnas/Odebrecht. 'O ideal é que esses contratos fossem derrubados, pois isso aumentaria a competição', disse Tolmasquim.
O presidente da EPE disse também que o preço máximo da energia da usina foi reduzido devido à mudança no cálculo da energia garantida da usina. Na semana passada, a EPE anunciou que revisou o volume assegurado pela usina de Santo Antonio de 2.150 MW médios para 2.215 MW médios. Com isso, o preço máximo deverá ser reduzido de R$ 130 por MW/hora para R$ 125,00 por MW/hora.
A portaria do Ministério de Minas e Energia com as diretrizes do leilão confirma a decisão do governo de estabelecer limites para a participação de construtores e fornecedores no projeto. Segundo o documento, esses dois tipos de empresa poderão ter, somados, no máximo 40% dos consórcios que disputarão o leilão e 20% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que será formada pelos vencedores da disputa.
A Aneel havia, em um primeiro momento, avaliado que esse tipo de limite não poderia constar do edital. Desta vez, porém, a agência não deverá se opor à inclusão desse item na versão definitiva do edital. A diretora da agência Joísa Campanher Dutra, relatora do caso, disse que, após avaliar juridicamente a sugestão do ministério, a 'crença' da área técnica Aneel é de que o estabelecimento desses limites não é ilegal.
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Governo volta a estudar PPPs para rodovias
Abandonadas até agora, o Ministério dos Transportes já pensa em fazer Parcerias Público-Privadas também para ferrovias e portos do País
Lu Aiko Otta (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
As Parcerias Público Privadas (PPP) do governo federal, que jamais saíram do papel e recentemente pareciam ter sido abandonadas de vez, deverão ser retomadas nos próximos meses. Elas são apontadas como uma “tendência natural”, depois do sucesso do leilão de rodovias realizado no início deste mês. Segundo informações da área técnica, já há estudos preliminares para PPPs não só em rodovias, mas também em ferrovias e portos.
O plano do Ministério dos Transportes é prosseguir com as concessões, mas nem todas as rodovias são sustentáveis apenas com a cobrança de pedágio. É aí que entrarão as PPPs. Principalmente nas áreas menos desenvolvidas do País, será necessária uma associação entre o governo federal e a iniciativa privada para oferecer estradas em melhores condições.
“As PPPs são uma experiência bem-sucedida na Europa e o governo precisa avançar nessa área”, disse o presidente da BR Vias, Martus Tavares. “As PPPs serão necessárias para não onerar o governo naqueles projetos que não podem ser transferidos à iniciativa privada na forma de concessão.”
Vencedora nos 321 quilômetros da BR 153 e segunda colocada na disputa pela concessão da Fernão Dias, da Régis Bittencourt e da rodovia que liga Curitiba a Florianópolis, a BR Vias se prepara para competir nas próximas licitações em infra-estrutura. “Esse é o nosso negócio”, afirmou Tavares. “Temos um diferencial importante: somos uma empresa criada para operar concessões e não uma empreiteira buscando obras.”
A empresa é uma associação entre o grupo Constantino (Gol), a Splice (Telefonia) e a construtora W Torre, que, segundo Tavares, não é uma empreiteira, mas uma empresa especializada em construção e leasing de edifícios.
A BR Vias será a principal beneficiada, caso as propostas vencedoras da espanhola OHL sejam consideradas insustentáveis. Ou seja, se ficar comprovado que ela se ofereceu para cobrar um pedágio que não lhe permitirá fazer os investimentos exigidos pelo governo federal. Essa é a análise que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende concluir e divulgar na próxima sexta-feira.
Também a partir da sexta-feira, as concorrentes derrotadas no leilão terão acesso aos detalhes das propostas vencedoras. Com base nos números, poderão apresentar recursos. “Vamos verificar se de fato é uma proposta exeqüível, pois os concorrentes podem recorrer do resultado do leilão”, disse Tavares. “Não estou dizendo que vamos fazer isso a priori.”
Apesar da cautela do presidente da BR Vias, técnicos do governo dão como certa a apresentação de recursos. Não há, porém, quem aposte muitas fichas numa reviravolta dos resultados.
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Freqüências para TV digital põem Brasil e EUA em lados opostos
Americanos querem liberar freqüências para usar em telefonia e internet sem fio, mas Brasil tem outros planos
Jamil Chade (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
O Brasil se opõe aos planos do governo americano de definir as freqüências da TV digital no mundo. O governo vai tentar bloquear a iniciativa americana na conferência que ocorre nesta semana, em Genebra, promovida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). A idéia dos americanos é de permitir que uma banda seja definida rapidamente para que a freqüência usada pela TV analógica possa ser liberada para outros fins, como celulares e internet sem fio. Mas o Brasil é contrário a essa posição. “Enquanto os americanos pegam todas as freqüências existentes para a telefonia, nós precisamos ainda de espaços para outras finalidades. Só a TV pública, por exemplo, precisará de quatro canais”, afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Pelos cálculos americanos, a definição das freqüências abriria um espaço de US$ 15 bilhões para o uso comercial das freqüências que seriam liberadas. Mesmo assim, a posição brasileira é bem diferente. “Nosso prazo para a migração para a TV digital é 2016. Não podemos defender que a freqüência seja definida já”, disse Costa. Segundo ele, o governo americano gastou US$ 1,5 bilhão para subsidiar a migração de casas onde a renda não permitia a compra de novos aparelhos.
Mas os americanos tem outra percepção. O embaixador americano Richard Russel estima que a freqüência é “valiosa demais” para simplesmente esperar. Os americanos querem ter concluído a migração da TV analógica para a digital até fevereiro de 2009.
“Sabemos que nem todos os países vão se mover no mesmo ritmo, e que os que farão mais tarde não querem uma definição já. Mas nossa avaliação é de que temos de definir a faixa para que empresas possam se sentir à vontade para desenvolver suas tecnologias”, disse Russel.
Outra briga do Brasil está relacionado à tentativa dos europeus de definir a banda C como de uso exclusivo de celulares. Costa também é contra a proposta. “No Brasil, 18 milhões de pessoas assistem TV por antenas parabólicas que usam essa freqüência”, disse.
RÁDIO
O governo ainda deverá usar a conferência da OIT para tentar fazer avançar os testes com as tecnologias de rádio digital. Há dois anos o governo promove testes com o sistema americano, mas não está satisfeito.
Recentemente, testes foram iniciados com a tecnologia européia. Ontem, Costa se reuniu com autoridades européias para pedir uma maior cooperação. “Queremos implementar um novo padrão, mas que seja acessível também às pequenas rádios.”
UNE inicia movimento pelo fim da corrupção
(NACIONAL)
A União Nacional dos Estudantes inicia na quinta-feira, com passeata no Rio, mobilização pelo fim da corrupção. A campanha deve se estender por todos os Estados em novembro. Entre as reivindicações, a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, cita reforma política ampla, democratização dos meios de comunicação e ampliação dos investimentos em educação.
__________________________________ Polícia prende 7 por confronto que matou 2 no Paraná
Segurança e um líder do MST morreram, mas nenhum sem-terra foi detido
Miguel Portela, Evandro Fadel, José Maria Tomazela e Moacir Assunção (NACIONAL)
Cascavel - A Polícia Civil do Paraná prendeu sete seguranças acusados de envolvimento no confronto de anteontem na fazenda experimental da Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (PR), que provocou a morte do líder do Movimento dos Sem-Terra Valmir Motta de Oliveira, de 42 anos, e do segurança Fábio Ferreira, de 25 anos, e deixou oito feridos.
De acordo com o delegado Luiz Alberto Cartaxo, os sete seguranças particulares foram presos em flagrante e autuados por formação de quadrilha, homicídio e exercício arbitrário das próprias funções. A polícia informou não ter indícios de participação da multinacional no confronto. Sobre a responsabilidade da empresa NF Segurança, contratada pela Syngenta para proteger a área, o delegado Cartaxo disse que ainda é prematuro julgá-la. A polícia apreendeu apenas um revólver calibre 38. A arma está registrada em nome da empresa de segurança e foi entregue pelos sem-terra aos policiais.
O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cascavel, Luciano Braga Cortes, disse que o governo do Paraná tem responsabilidade no confronto. “Poderíamos ter evitado essas mortes se o Poder Executivo cumprisse as ordens de reintegração.” Esta foi a terceira invasão à área da Syngenta desde março de 2006. “Lamentamos o acontecido, mas era previsto”, disse o presidente da Sociedade Rural do Oeste, Alessandro Meneghel. Segundo ele, o governo estadual deixou de cumprir seu dever ao desconhecer ordens judiciais para reintegrações de posse. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, também responsabilizou os governos estadual e federal pelo conflito. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), em nota, disse que milícias armadas têm agido no campo e nenhuma atitude foi tomada, apesar das denúncias.
A Agência Estadual de Notícias, do governo do Paraná, divulgou nota afirmando que 25 seguranças da NF Segurança - que teriam sido contratados pelo Movimento de Produtores Rurais (MPR) - chegaram atirando no domingo. Segundo a agência, a informação foi dada por policiais. Meneghel, que é organizador do MPR, negou participação no episódio. Anteriormente, o governo havia divulgado nota afirmando que, em cinco anos, já realizou 172 reintegrações de posse, “sem nenhuma morte ou violência”. “O que dirigentes da UDR não entendem é que este governo jamais fará reintegração usando de violência”, dizia a nota.
A Syngenta lamentou o confronto. “A Syngenta não autorizou o uso de força ou armas para manter a segurança.” O advogado da NF Segurança, Hélio Ideriha Júnior, garantiu que a empresa está constituída legalmente e os funcionários atuam dentro da lei.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) afirmou ter enviado a Cascavel um ouvidor agrário e um mediador de conflitos.
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Júri mantém condenação a 27 anos de prisão para assassino de Dorothy
Carlos Mendes (NACIONAL)
Belém - O Tribunal do Júri manteve ontem a condenação a 27 anos de prisão do pistoleiro Rayfran Neves Sales, o Fogoió, pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang. No julgamento, que durou 15 horas, Rayfran alegou que a matou em “legítima defesa”, que foi ameaçado pela freira enquanto plantava capim em um lote de Anapu, a 500 quilômetros de Belém.
A missionária, de 73 anos, foi atingida por 9 tiros em uma emboscada em fevereiro de 2005, em Anapu. Ela tentava implantar um projeto de desenvolvimento sustentado com pequenos agricultores. Isso contrariava interesses de grandes fazendeiros, alguns acusados de grilagem e desmatamento.
Rayfran fora condenado em dezembro de 2005, mas, como a pena ultrapassava 20 anos, ele tinha direito a novo julgamento. Cerca de 90 agricultores de Anapu assistiram à sessão ontem que se arrastou quase até a meia-noite. Acusação e defesa reprisaram as teses do julgamento anterior, com uma novidade: o pistoleiro Clodoaldo Batista contrariou o que disse no primeiro julgamento, em que foi condenado a 17 anos de prisão, e negou que o crime tenha sido praticado sob encomenda de fazendeiros da região.
Irritado com a nova versão de Clodoaldo, a 12ª desde o inquérito, o assistente de acusação Aton Fon Filho acusou-o de gritante contradição e pediu ao juiz Moisés Flexa que verificasse a possibilidade de ocorrência de falso testemunho. Clodoaldo disse que alguns interrogatórios foram feitos sob orientação da Polícia Civil e sob coação.
O promotor Edson Cardoso pediu aos jurados a condenação de Rayfran por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima. Dorothy, segundo ele, era tida como ameaça para os fazendeiros, por suas atividades sociais.
Cardoso disse que houve promessa de recompensa de R$ 50 mil e que a arma usada foi repassada a Rayfran por Amair Feijoli da Cunha, o Tato, também já condenado, como intermediário do crime a mando de Vitalmiro Moura, e Regivaldo Galvão - o único que ainda não foi julgado.
Advogado de Rayfran, César Ramos insistiu em o réu cometeu o crime em estado de “ameaça intensa” e não merecia condenação.
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Bush pede mais US$ 46 bilhões para guerras
Com isso, chega a quase US$ 200 bi a fatia do orçamento de 2008 reservada para os conflitos no Iraque e Afeganistão
NYT E AP (INTERNACIONAL)
O presidente dos EUA, George W. Bush, apresentou formalmente ontem ao Congresso o pedido de acréscimo de US$ 46 bilhões no orçamento de 2008 para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão. A solicitação eleva para US$ 196,4 bilhões a fatia do orçamento reservada para os gastos com os conflitos. “Devemos prover nossos soldados com a ajuda e o apoio de que eles precisam para que terminem seu trabalho”, disse Bush em entrevista coletiva na Casa Branca. O presidente acrescentou que o congressista que desejar o sucesso das tropas americanas no Iraque deve aprovar o pedido.
A oposição democrata reclamou. “O presidente quer que a gente simplesmente assine um cheque de US$ 200 bilhões? Eu acho que Bush não deve esperar que o Congresso aprove com facilidade esse pedido”, disse o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid. A oposição avisou que só analisará o pedido no ano que vem. Para manter a máquina bélica funcionando, os democratas disseram que aprovarão financiamentos provisórios para a guerra.
A guerra no Iraque, iniciada em 2003, já custou aos contribuintes americanos US$ 455 bilhões. Somando a isso o total requisitado ontem, a média de gasto mensal com as guerras sobe para cerca de US$ 12 bilhões, ou US$ 400 milhões por dia. Esse valor diário é um pouco menor que o total anual requisitado para o combate ao tráfico de drogas no México (US$ 550 milhões) e maior que o do auxílio anual aos palestinos (US$ 375 milhões).
A Casa Branca já tinha anunciado em fevereiro que haveria um acréscimo nos gastos com as guerras. A verba total reservada no orçamento de 2008 para o Pentágono, já computado o acréscimo, será de US$ 481,4 bilhões.
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Câmbio derruba saldo das contas externas
Com estouro da remessa de lucros, superávit cai de US$ 2,25 bi em setembro de 2006 para US$ 471 milhões neste ano
Fabio Graner e Gustavo Freire (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Pressionado pela valorização do real ante o dólar, o balanço de pagamentos, que registra todas as transações de bens e serviços do País com o exterior, teve forte piora em setembro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Em setembro, essa conta apresentou saldo positivo de US$ 471 milhões, bem abaixo das expectativas e quase cinco vezes menor que os US$ 2,25 bilhões de setembro de 2006.
'O resultado reflete as remessas de lucros e dividendos, que vêm crescendo há alguns meses por duas razões: o câmbio valorizado e o aumento no estoque de investimentos estrangeiros diretos (IED), que vêm se comportando muito bem', afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Por causa das maiores remessas de lucros, ele prevê para outubro um resultado negativo da ordem de US$ 500 milhões.
Em setembro, foi enviado para fora do Brasil US$ 1,686 bilhão, quase o dobro dos US$ 864 milhões verificados em igual mês do ano passado. Em outubro, até ontem, o BC registrava remessas de US$ 1,8 bilhão. A explicação para esse movimento é que, quando o câmbio está valorizado, as empresas podem enviar para suas matrizes no exterior mais dólares a cada real que obtêm de lucro. Além disso, o crescimento do IED gera um estoque de negócios que, ao produzir lucros, impacta a conta de remessas ao exterior.
'A surpresa foi a remessa de lucros e dividendos bem maior do que se esperava', concordou o economista Leonardo Miceli, da Tendências Consultoria. Ele previa saídas de US$ 1,2 bilhão. 'Essa foi a grande discrepância.' Outro fator destacado por ele foram as viagens internacionais, que tiveram saldo negativo quase duas vezes maior que os US$ 200 milhões por ele esperados.
De janeiro a setembro, a conta corrente acumula saldo positivo de US$ 5,64 bilhões - 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) - praticamente metade dos US$ 10,253 bilhões (1,29% do PIB) de igual período de 2006. Nos últimos 12 meses até setembro, o superávit é de US$ 9 bilhões (0,75% do PIB).
IMPORTAÇÃO RECORDE
As importações brasileiras bateram recorde na terceira semana de outubro, com a maior média diária da história: US$ 590 milhões. O Brasil está comprando mais do exterior, principalmente, combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, automóveis, autopeças, adubos e plásticos.
Na terceira semana do mês, a balança apresentou superávit de US$ 469 milhões, com exportações de US$ 3,41 bilhões e importações de US$ 2,95 bilhões. Com isso, o superávit em outubro subiu para US$ 2,01 bilhões. No ano, o superávit está em US$ 32,959 bilhões, queda de 10,7% ante o mesmo período de 2006.
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Investimento direto já cresceu 135%
De janeiro a setembro, País recebeu US$ 28 bi do exterior; em todo o ano passado, total foi de US$ 18,8 bi
Gustavo Freire e Fabio Graner (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Em nove meses do ano, o Brasil recebeu US$ 28 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. Uma média mensal, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), de US$ 3,1 bilhões. O valor acumulado até setembro já é 135% maior do que no mesmo período do ano passado.
'A perspectiva de investment grade, a inflação sob controle e o próprio crescimento da economia tornaram o País um porto para os investimentos diretos', afirmou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes.
Para outubro, a expectativa do BC é que entrem mais US$ 3,3 bilhões em investimentos diretos. Confirmada a previsão, o valor acumulado no ano chegará perto de US$ 31 bilhões. 'Vamos ultrapassar neste ano o pico histórico de US$ 32,7 bilhões alcançado em 2000, quando ainda estava em curso no Brasil o processo de privatizações das empresas estatais', afirmou Altamir. No ano passado, os investimentos diretos ficaram em US$ 18,8 bilhões.
Otimista, o presidente da Sociedade Brasileira de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, trabalha com estimativa de US$ 34,5 bilhões de investimentos diretos neste ano. 'Para alcançar esse valor, precisaremos ter uma média mensal de US$ 1,5 bilhão nos dois últimos meses do ano. É algo perfeitamente factível.' Neste ano, apenas fevereiro e maio apresentaram volume abaixo de US$ 1,5 bilhão.
Altamir destacou que 77,3% dos investimentos estrangeiros diretos entre janeiro e setembro podem ser classificados como novos. 'São investimentos que não estão vinculados a projetos de aquisição de plantas de produção já existentes. Estão relacionados à implementação de processos novos de produção.' Os investimentos estão disseminados por vários setores da economia. 'Não há concentração em setores específicos', disse ele.
O presidente da Sobeet observou que o Brasil vive situação diferente de outros países. 'Relatório da Unctad divulgado na semana passada demonstrou que 68% dos investimentos diretos estão relacionados a processos de fusões e aquisições de empresas.' Além disso, a maioria dos investimentos diretos é voltada ao mercado interno. 'Não é por outro motivo que 54% dos investimentos diretos entre janeiro e setembro estão concentrados no setor de serviços.' Lima prevê que em 2008 os investimentos ficarão ainda perto de US$ 34 bilhões.
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Governo pressiona bancos por corte de custos
(ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Embora diga que não queira, o governo ameaça leiloar a folha de pagamento da clientela da Previdência caso os bancos não reduzam os custos pela prestação do serviço. Há pelo menos dois dilemas na história: 1) O ministro da Previdência, Luiz Marinho, reconhece que não existe um banco capaz de atender sozinho ao pagamento; 2) Os bancos dizem ter interesse em reduzir os custos, mas temem perder a qualidade no atendimento. Dos dois lados, há também uma preocupação, não declarada, quanto ao real interesse dos bancos em ter exclusividade, já que se trata de clientes de baixa renda. __________________________________
Em 2008, efeito maior na indústria
Uso da capacidade deve cair, reduzindo ameaças inflacionárias
Fernando Dantas (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
Os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. 'Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008', diz Bicalho.
A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central (BC), que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam.
Por outro lado, os investimentos aumentam a capacidade produtiva da indústria, mas não imediatamente - qualquer decisão de investir, da compra de uma máquina à montagem de uma fábrica, demora algum tempo até se refletir concretamente na ampliação do potencial produtivo de uma empresa. Se os investimentos forem suficientemente altos por um período suficientemente longo, a capacidade pode crescer mais que a produção. Como resultado, a ocupação da capacidade instalada tende a cair e o risco inflacionário dela proveniente se reduz.
O estudo do Itaú mostra que é exatamente isso que deve acontecer no Brasil a partir do segundo semestre de 2008, por conta da onda de investimentos iniciada ainda em 2006. Com cálculos econométricos baseados em séries históricas de utilização da capacidade instalada, produção industrial e investimentos, Bicalho chega à conclusão de que, no Brasil, os investimentos têm que crescer 2,2 vezes mais rápido que a produção industrial para que a ocupação da capacidade instalada fique constante, isto é, não cresça nem caia.
A boa notícia é que os investimentos estão crescendo quase três vezes mais que a produção industrial. Isso significa que a utilização da capacidade tende a cair. Na comparação de agosto de 2007 com o mesmo mês de 2006, os investimentos cresceram 21% e a produção industrial, 6,6%. Tomando-se uma medida mais abrangente, que compara os 12 meses de setembro de 2006 a agosto de 2007, com o período equivalente de setembro de 2005 a agosto de 2006, houve um crescimento de 13,3% dos investimentos e de 4,5% da produção industrial.
O problema, porém, como explica Bicalho, é que o efeito dos investimentos na capacidade de produção só começa a ser sentido em média quatro trimestres depois do seu início e tem o seu maior impacto depois de passados de seis a sete trimestres.
Nos dois primeiros trimestres, ao contrário, o investimento tende a aumentar ainda mais a utilização da capacidade instalada, já que ele ainda não está fazendo nenhum efeito em termos de aumento da produção, mas amplia a demanda do setor de bens de capital.
Computando todos os seus dados em modelos econométricos, o economista do Itaú mostra que a onda de investimentos a partir de 2006 fará com que a ocupação da capacidade instalada medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) caia de 82,3%, em agosto de 2007, para níveis decrescentes, abaixo de 82%, a partir de agosto de 2008, atingindo 81,7% em dezembro de 2008.
Já a série da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu 85% no segundo trimestre de 2007, deve recuar para 84,2% no quarto trimestre de 2008. Em ambos os casos, o economista usa as séries livres de efeitos sazonais.
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Governo volta a adiar leilão de usina do Madeira
Data do pregão foi transferida pela terceira vez: de 29 de novembro para 10 de dezembro
Leonardo Goy (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
O governo adiou ontem, novamente, a data do leilão de concessão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Agora, em vez de ocorrer no dia 29 de novembro, a previsão é de que o leilão seja realizado no dia 10 de dezembro. Essa já é a terceira data fixada pelo governo. O plano inicial era fazer a licitação no dia 30 de outubro.
Depois, a data foi mudada para o dia 22 de novembro e, em seguida, para 29 de novembro.
A nova data será oficializada em portaria que será publicada hoje no Diário Oficial da União com as diretrizes para a realização do leilão. Com essas regras na mão, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já anunciava ontem que definirá os termos do edital do leilão no próximo dia 30.
O governo decidiu também reduzir em R$ 5,00 por megawatt/hora o preço máximo da energia a ser produzida pela usina de Santo Antônio.
A decisão pelo novo adiamento foi tomada a partir de uma proposta de cronograma apresentada pela Aneel, no qual a agência sugeria a nova data ao Ministério de Minas e Energia. 'Esse é o prazo que a Aneel pediu para viabilizar o leilão', disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
No cronograma sugerido pela Aneel, haverá um intervalo de aproximadamente 40 dias entre a publicação do edital (provavelmente no dia 31 deste mês) e o leilão. O aumento do prazo foi uma das solicitações feitas pela Aneel para ter mais tempo de analisar os documentos das empresas interessadas. E também para que os interessados possam analisar com mais calma os termos do edital. 'O prazo maior é necessário para atender a todos os prazos legais, sem percalços', disse o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman.
Tolmasquim disse que a nova data será mantida, mesmo se a Secretaria de Direito Econômico (SDE) não conseguir romper os contratos de exclusividade entre os principais fornecedores de turbinas do País e o consórcio Furnas/Odebrecht. 'O ideal é que esses contratos fossem derrubados, pois isso aumentaria a competição', disse Tolmasquim.
O presidente da EPE disse também que o preço máximo da energia da usina foi reduzido devido à mudança no cálculo da energia garantida da usina. Na semana passada, a EPE anunciou que revisou o volume assegurado pela usina de Santo Antonio de 2.150 MW médios para 2.215 MW médios. Com isso, o preço máximo deverá ser reduzido de R$ 130 por MW/hora para R$ 125,00 por MW/hora.
A portaria do Ministério de Minas e Energia com as diretrizes do leilão confirma a decisão do governo de estabelecer limites para a participação de construtores e fornecedores no projeto. Segundo o documento, esses dois tipos de empresa poderão ter, somados, no máximo 40% dos consórcios que disputarão o leilão e 20% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que será formada pelos vencedores da disputa.
A Aneel havia, em um primeiro momento, avaliado que esse tipo de limite não poderia constar do edital. Desta vez, porém, a agência não deverá se opor à inclusão desse item na versão definitiva do edital. A diretora da agência Joísa Campanher Dutra, relatora do caso, disse que, após avaliar juridicamente a sugestão do ministério, a 'crença' da área técnica Aneel é de que o estabelecimento desses limites não é ilegal.
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Governo volta a estudar PPPs para rodovias
Abandonadas até agora, o Ministério dos Transportes já pensa em fazer Parcerias Público-Privadas também para ferrovias e portos do País
Lu Aiko Otta (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
As Parcerias Público Privadas (PPP) do governo federal, que jamais saíram do papel e recentemente pareciam ter sido abandonadas de vez, deverão ser retomadas nos próximos meses. Elas são apontadas como uma “tendência natural”, depois do sucesso do leilão de rodovias realizado no início deste mês. Segundo informações da área técnica, já há estudos preliminares para PPPs não só em rodovias, mas também em ferrovias e portos.
O plano do Ministério dos Transportes é prosseguir com as concessões, mas nem todas as rodovias são sustentáveis apenas com a cobrança de pedágio. É aí que entrarão as PPPs. Principalmente nas áreas menos desenvolvidas do País, será necessária uma associação entre o governo federal e a iniciativa privada para oferecer estradas em melhores condições.
“As PPPs são uma experiência bem-sucedida na Europa e o governo precisa avançar nessa área”, disse o presidente da BR Vias, Martus Tavares. “As PPPs serão necessárias para não onerar o governo naqueles projetos que não podem ser transferidos à iniciativa privada na forma de concessão.”
Vencedora nos 321 quilômetros da BR 153 e segunda colocada na disputa pela concessão da Fernão Dias, da Régis Bittencourt e da rodovia que liga Curitiba a Florianópolis, a BR Vias se prepara para competir nas próximas licitações em infra-estrutura. “Esse é o nosso negócio”, afirmou Tavares. “Temos um diferencial importante: somos uma empresa criada para operar concessões e não uma empreiteira buscando obras.”
A empresa é uma associação entre o grupo Constantino (Gol), a Splice (Telefonia) e a construtora W Torre, que, segundo Tavares, não é uma empreiteira, mas uma empresa especializada em construção e leasing de edifícios.
A BR Vias será a principal beneficiada, caso as propostas vencedoras da espanhola OHL sejam consideradas insustentáveis. Ou seja, se ficar comprovado que ela se ofereceu para cobrar um pedágio que não lhe permitirá fazer os investimentos exigidos pelo governo federal. Essa é a análise que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende concluir e divulgar na próxima sexta-feira.
Também a partir da sexta-feira, as concorrentes derrotadas no leilão terão acesso aos detalhes das propostas vencedoras. Com base nos números, poderão apresentar recursos. “Vamos verificar se de fato é uma proposta exeqüível, pois os concorrentes podem recorrer do resultado do leilão”, disse Tavares. “Não estou dizendo que vamos fazer isso a priori.”
Apesar da cautela do presidente da BR Vias, técnicos do governo dão como certa a apresentação de recursos. Não há, porém, quem aposte muitas fichas numa reviravolta dos resultados.
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Freqüências para TV digital põem Brasil e EUA em lados opostos
Americanos querem liberar freqüências para usar em telefonia e internet sem fio, mas Brasil tem outros planos
Jamil Chade (ECONOMIA E NEGÓCIOS)
O Brasil se opõe aos planos do governo americano de definir as freqüências da TV digital no mundo. O governo vai tentar bloquear a iniciativa americana na conferência que ocorre nesta semana, em Genebra, promovida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). A idéia dos americanos é de permitir que uma banda seja definida rapidamente para que a freqüência usada pela TV analógica possa ser liberada para outros fins, como celulares e internet sem fio. Mas o Brasil é contrário a essa posição. “Enquanto os americanos pegam todas as freqüências existentes para a telefonia, nós precisamos ainda de espaços para outras finalidades. Só a TV pública, por exemplo, precisará de quatro canais”, afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Pelos cálculos americanos, a definição das freqüências abriria um espaço de US$ 15 bilhões para o uso comercial das freqüências que seriam liberadas. Mesmo assim, a posição brasileira é bem diferente. “Nosso prazo para a migração para a TV digital é 2016. Não podemos defender que a freqüência seja definida já”, disse Costa. Segundo ele, o governo americano gastou US$ 1,5 bilhão para subsidiar a migração de casas onde a renda não permitia a compra de novos aparelhos.
Mas os americanos tem outra percepção. O embaixador americano Richard Russel estima que a freqüência é “valiosa demais” para simplesmente esperar. Os americanos querem ter concluído a migração da TV analógica para a digital até fevereiro de 2009.
“Sabemos que nem todos os países vão se mover no mesmo ritmo, e que os que farão mais tarde não querem uma definição já. Mas nossa avaliação é de que temos de definir a faixa para que empresas possam se sentir à vontade para desenvolver suas tecnologias”, disse Russel.
Outra briga do Brasil está relacionado à tentativa dos europeus de definir a banda C como de uso exclusivo de celulares. Costa também é contra a proposta. “No Brasil, 18 milhões de pessoas assistem TV por antenas parabólicas que usam essa freqüência”, disse.
RÁDIO
O governo ainda deverá usar a conferência da OIT para tentar fazer avançar os testes com as tecnologias de rádio digital. Há dois anos o governo promove testes com o sistema americano, mas não está satisfeito.
Recentemente, testes foram iniciados com a tecnologia européia. Ontem, Costa se reuniu com autoridades européias para pedir uma maior cooperação. “Queremos implementar um novo padrão, mas que seja acessível também às pequenas rádios.”
A PREVENÇÃO COMEÇA EM CASA!!
Pessoas, nos mais diferentes lugares, em cidades consideradas pacatas, em famílias ditas ´equilibradas´, são surpreendidas pela violência promovida pelas drogas. Adolescentes e jovens, na ilusão do prazer, com a vontade de descobrir e de sentir ´novas sensações´, são facilmente tragados por substâncias que têm a capacidade de transformá-los em verdadeiros escravos e ainda levá-los a praticar atos violentos, dentro e fora de casa.
A Palavra de Deus nos diz "Os loucos não pararão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a maldade." Salmo 5:5.Estes loucos são os que se envolvem principalmente com drogas, e não os doentes mentais que sofrem por uma debilidade humana.
A grande oferta de drogas e a difícil missão dos órgãos repressores em coibir ações criminosas de compra e venda dessas substâncias, muito contribui para a proliferação desse mal, porém isto não é motivo para afastar-se de Deus e de seus ensinamentos.
A falta de perspectiva do jovem num mundo de concorrência infernal, valores invertidos, desinformação, desigualdade social, ausência de referenciais positivos também contribuem.
A família é a maior sofredora e a maior perdedora nessa guerra. O lar é o ambiente ideal para se promover a prevenção. Acredito que a saída está na construção de relações fortes, diálogo, troca de informações, interesse no outro, criação de oportunidades para uma maior aproximação entre as pessoas, a começar em casa. É uma luta de todos nós!
Portanto meu caríssimo jovem reflita, e, corra agora mesmo para os braços do Senhor Jesus Cristo, antes que seja tarde demais e diga uma vez por todas, "Drogas na minha vida NÃO!!!! e o SANGUE DE JESUS TEM PODER!!!."
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Primeira Página
Acusados de corrupção, Dantas, Nahas e Pitta são presos pela PF
Minc fala em compensação ambiental por Angra 3
Emergentes acusam países ricos por alta dos preços
Editorial
Tempos novos no Continente
O governo enquadra as ONGs
A cúpula da passividade
O boom automobilístico
Espaço Aberto
A transfiguração de Ingrid Betancourt :: José Nêumanne
Aprimoramento médico pós-graduado :: Fábio Schmidt Goffi
Colunas
Celso Ming
Direto da fonte :: Sonia Racy
Opinião
O governo faz PAC até debaixo d'gua :: Marcos Sá Corrêa
Nacional
PF prende Daniel Dantas, Nahas e Pitta por corrupção
Inspiração em Gandhi
Banqueiro teria tentado suborno de US$ 1 milhão
Negado pedido de prisão de jornalista
CPI ligou Dantas a valerioduto em 2006
Receita investiga aplicações em paraísos fiscais
De gênio do cálculo às disputas milionárias
''Operação contraria impressão de pizza''
Em 2005, liminar do STF paralisou investigação
Nahas usaria informação privilegiada
A paixão pelas operações de risco e a quebra da bolsa
Nicéa, a garantia de mais holofotes para Pitta
Greenhalgh era elo com Planalto, diz procurador
Mangabeira advogou para grupo
Para oposição, ação é outro capítulo do jogo de poder no PT
Para defesa, prisão é ''ilegal e arbitrária''
Presidente do STF critica algemas e ''espetáculo''
''Foi uma operação normal'', afirma Tarso
Senado torna ''ficha-suja'' inelegível
TRE cancela multa de R$ 42 mil dada a Marta
Alckmin faz promessa a moradores de rua
Kassab quer foco em programa de governo
Da cadeia, ex-prefeito se candidata em Vinhedo
Fogaça é alvo dos candidatos em Porto Alegre
Um forrozeiro para embalar filho de Lula
Relator duvida da versão de Paulinho
PF investiga conexões de fraude do Detran
Dez são presos por fraudes no Amazonas
Requião diz que multa ''é chantagem''
Economia
Emergentes vão responsabilizar G-8 pela alta dos alimentos e do petróleo
Brasil quer derrubar exigência da UE para etanol
Lula vai fazer último pedido a Bush para liberar Doha
Brasil está à beira de ser superpotência, diz ''FT''
Meirelles frisa controle da inflação
Conab reduz estimativa para a safra de grãos
Exportações crescem 26% e chegam a R$ 33,7 bilhões
Inadimplência ''real'' é o dobro da ''oficial''
Emprego industrial segue produção e se estabiliza em maio
Veículos são 28% da expansão da indústria
Minc quer compensação por Angra 3
Plano esbarra na Constituição
''Usinas são reserva estratégica''
8ª Rodada da ANP deve ser retomada este ano
Eletronuclear vai renegociar contratos antigos
Cacciola alega tortura e apela à ONU
Senado aprova filho de Chinaglia para o Cade
Vida&
Ex-assessor diz que ministério não divulgou epidemia de febre amarela
Saúde qualifica as críticas como ''divergência natural''
Governo libera R$ 1 mi para Santa Casa
Falta fiscal em 58% das unidades de conservação
Dados de desmatamento não são ruins, diz Minc
2,02% dos artigos científicos do mundo são do País
Internacional
''Com Farc alienadas, será fácil vencê-las''
Metrópole
Polícia do Rio: a que mais mata no mundo
MP pede prisão e PMs são indiciados por fuzilar menino
Cabral vai expulsar militares
CPI recua em indiciamentos
Caderno 2
Cria-se parceria para agilizar fila de incentivos do MinC
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Caderno 2
Cria-se parceria para agilizar fila de incentivos do MinC
Ataque em Cabul mata 41 e fere 147
Governo afegão acusa inteligência do Paquistão por atentado contra embaixada indiana, o mais mortífero desde 2001
Um carro-bomba explodiu ontem diante da Embaixada da Índia em Cabul, matando 41 pessoas e ferindo outras 147, no ataque mais mortífero na capital afegã desde a queda do Taleban, sete anos atrás.
"O atentado foi cometido em coordenação com alguns círculos de inteligência na região", disse o Ministério do Interior afegão, referindo-se ao serviço de inteligência paquistanês.
As autoridades afegãs já haviam acusado agentes paquistaneses de estar por trás de vários atentados cometidos nas últimas semanas no Afeganistão. No mês passado, o presidente afegão, Hamid Karzai, ameaçou enviar seus soldados ao outro lado da fronteira para combater os militantes se o Paquistão não adotasse nenhuma medida para contê-los.
O governo paquistanês rejeitou a acusação afegã e condenou duramente o ataque de ontem. O Paquistão, aliado-chave dos EUA em sua luta contra o terrorismo, tem sido pressionado a agir com mais rigor nas áreas tribais, na fronteira com o Afeganistão, onde militantes do Taleban e da Al-Qaeda estariam se reagrupando.
A embaixada indiana é considerada um símbolo dos esforços da Índia de estabelecer uma maior influência no Afeganistão desde a invasão liderada pelos EUA, em outubro de 2001. Segundo analistas, a crescente presença da Índia no Afeganistão, com a abertura de consulados em várias cidades e a participação na reconstrução, reavivou a competição com o Paquistão, seu rival histórico.
"O Paquistão tem uma política declarada de busca de importância estratégica na região, no Afeganistão e mais além", disse C. Uday Bhaskar, ex-subdiretor do Instituto de Estudos de Defesa de Nova Délhi. "Desde a queda do Taleban, a Índia vem retomando suas relações com o Afeganistão. Por isso, há um elemento de competição", declarou. Ele acrescentou que os autores do atentado "são forças que tentam desestabilizar o governo de Karzai".
Segundo autoridades afegãs, tais "forças" seriam formadas por militantes islâmicos e membros da agência de inteligência paquistanesa, a ISI - que ajudou a criar o Taleban, dando treinamento e recrutando estudantes de escolas corânicas (madrassas) ou refugiados afegãos em campos no Paquistão.
Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque e um porta-voz do Taleban, Zabiullah Mujahid, negou que seus militantes tenham sido os responsáveis. O Taleban costuma assumir a responsabilidade por ataques contra as forças internacionais ou os soldados afegãos, mas geralmente nega envolvimento em atentados com muitas vítimas civis.
A Índia anunciou que enviará uma delegação ao Paquistão para investigar o que sua chancelaria chamou de um "covarde ataque terrorista". Segundo Nova Délhi, quatro indianos, entre eles um adido militar e um diplomata, foram mortos. A explosão também matou cinco seguranças afegãos na vizinha Embaixada da Indonésia. O suicida lançou o carro-bomba contra dois veículos da embaixada indiana, a poucos metros de uma fila onde dezenas de afegãos aguardavam para obter visto. A explosão ocorreu às 8h30 locais, quando moradores da capital iam ao trabalho ou faziam compras nas lojas próximas.
Governo afegão acusa inteligência do Paquistão por atentado contra embaixada indiana, o mais mortífero desde 2001
Um carro-bomba explodiu ontem diante da Embaixada da Índia em Cabul, matando 41 pessoas e ferindo outras 147, no ataque mais mortífero na capital afegã desde a queda do Taleban, sete anos atrás.
"O atentado foi cometido em coordenação com alguns círculos de inteligência na região", disse o Ministério do Interior afegão, referindo-se ao serviço de inteligência paquistanês.
As autoridades afegãs já haviam acusado agentes paquistaneses de estar por trás de vários atentados cometidos nas últimas semanas no Afeganistão. No mês passado, o presidente afegão, Hamid Karzai, ameaçou enviar seus soldados ao outro lado da fronteira para combater os militantes se o Paquistão não adotasse nenhuma medida para contê-los.
O governo paquistanês rejeitou a acusação afegã e condenou duramente o ataque de ontem. O Paquistão, aliado-chave dos EUA em sua luta contra o terrorismo, tem sido pressionado a agir com mais rigor nas áreas tribais, na fronteira com o Afeganistão, onde militantes do Taleban e da Al-Qaeda estariam se reagrupando.
A embaixada indiana é considerada um símbolo dos esforços da Índia de estabelecer uma maior influência no Afeganistão desde a invasão liderada pelos EUA, em outubro de 2001. Segundo analistas, a crescente presença da Índia no Afeganistão, com a abertura de consulados em várias cidades e a participação na reconstrução, reavivou a competição com o Paquistão, seu rival histórico.
"O Paquistão tem uma política declarada de busca de importância estratégica na região, no Afeganistão e mais além", disse C. Uday Bhaskar, ex-subdiretor do Instituto de Estudos de Defesa de Nova Délhi. "Desde a queda do Taleban, a Índia vem retomando suas relações com o Afeganistão. Por isso, há um elemento de competição", declarou. Ele acrescentou que os autores do atentado "são forças que tentam desestabilizar o governo de Karzai".
Segundo autoridades afegãs, tais "forças" seriam formadas por militantes islâmicos e membros da agência de inteligência paquistanesa, a ISI - que ajudou a criar o Taleban, dando treinamento e recrutando estudantes de escolas corânicas (madrassas) ou refugiados afegãos em campos no Paquistão.
Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque e um porta-voz do Taleban, Zabiullah Mujahid, negou que seus militantes tenham sido os responsáveis. O Taleban costuma assumir a responsabilidade por ataques contra as forças internacionais ou os soldados afegãos, mas geralmente nega envolvimento em atentados com muitas vítimas civis.
A Índia anunciou que enviará uma delegação ao Paquistão para investigar o que sua chancelaria chamou de um "covarde ataque terrorista". Segundo Nova Délhi, quatro indianos, entre eles um adido militar e um diplomata, foram mortos. A explosão também matou cinco seguranças afegãos na vizinha Embaixada da Indonésia. O suicida lançou o carro-bomba contra dois veículos da embaixada indiana, a poucos metros de uma fila onde dezenas de afegãos aguardavam para obter visto. A explosão ocorreu às 8h30 locais, quando moradores da capital iam ao trabalho ou faziam compras nas lojas próximas.
''Brasil continua auto-suficiente''
Estatal contesta dados da ANP sobre importações e exportações e garante que País mantém saldo positivo
Nicola Pamplona
O diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, contestou ontem dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre exportações e importações de petróleo e disse que, pelas contas da estatal, o Brasil continua auto-suficiente na produção da commodity. O executivo citou, porém, apenas dados referentes às operações da estatal, sem contar com as importações feitas por outras empresas.
"O saldo comercial, em volumes, continua positivo", afirmou Costa, sem citar valores. Mais tarde, a companhia divulgou nota informando que a empresa vendeu 91 mil barris por dia a mais do que comprou entre janeiro e maio deste ano. Dados da ANP, compilados junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam um déficit de 185 mil barris por dia entre janeiro e abril.
Especialistas lembram que há hoje empresas privadas atuando no comércio exterior de petróleo e derivados. Cerca de 70% da nafta consumida no País, por exemplo, é importada diretamente pelas centrais petroquímicas. "Os dados da Petrobrás nunca batem com os da Secex, que usamos em nossas análises. Não dá para trabalhar com números de empresas", diz Bruno Rezende, analista especializado em balança comercial da consultoria Tendências.
Na nota, a Petrobrás distribuiu uma cartilha explicando seu cálculo da balança, na qual reconhece não contabilizar dados de outras empresas e alega que as estatísticas da Secex só são compiladas após certificação pela Receita Federal, com atraso de até 60 dias.
Segundo os dados da ANP, houve grande crescimento das importações entre janeiro e abril deste ano. O movimento acompanha um ritmo de aumento no consumo de combustíveis que coloca em risco, este ano, a auto-suficiência conquistada em 2006, conforme admitiu em entrevista ao Estado o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
"O que vem puxando as importações é o diesel. O consumo cresce muito e a produção cresce pouco", comenta Rezende. De fato, as importações do combustível praticamente dobraram entre janeiro e abril em relação a igual período de 2007.
Costa afirmou que a Petrobrás trabalha para frear o crescimento das importações de diesel. Ele diz que a empresa investiu em uma nova unidade da Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para transformar óleo combustível em diesel.Além disso, o aumento da mistura de biodiesel para 3%, em vigor desde julho, pode contribuir para conter o aumento da demanda interna pelo derivado de petróleo. Segundo o executivo, a empresa projeta fechar o ano com um saldo comercial em torno dos US$ 500 milhões.
Segundo a ANP, entre janeiro e abril, o déficit financeiro na balança de petróleo e derivados foi de US$ 2,753 bilhões, número 682% superior ao registrado no mesmo período de 2007. "No médio prazo, a balança do setor tende a continuar deficitária e só será reduzida à medida em que as metas de produção sejam efetivadas." A Tendências projeta um déficit entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões em 2008, incluindo os gastos com importação de gás boliviano.
Embora nunca tenha deixado de importar petróleo leve para suas refinarias, o Brasil conseguiu fechar os últimos dois anos com volume de importações maior do que as exportações. Em 2006, o saldo foi de 57 mil barris por dia. Em 2007, caiu para 13 mil barris por dia.
Estatal contesta dados da ANP sobre importações e exportações e garante que País mantém saldo positivo
Nicola Pamplona
O diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, contestou ontem dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre exportações e importações de petróleo e disse que, pelas contas da estatal, o Brasil continua auto-suficiente na produção da commodity. O executivo citou, porém, apenas dados referentes às operações da estatal, sem contar com as importações feitas por outras empresas.
"O saldo comercial, em volumes, continua positivo", afirmou Costa, sem citar valores. Mais tarde, a companhia divulgou nota informando que a empresa vendeu 91 mil barris por dia a mais do que comprou entre janeiro e maio deste ano. Dados da ANP, compilados junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam um déficit de 185 mil barris por dia entre janeiro e abril.
Especialistas lembram que há hoje empresas privadas atuando no comércio exterior de petróleo e derivados. Cerca de 70% da nafta consumida no País, por exemplo, é importada diretamente pelas centrais petroquímicas. "Os dados da Petrobrás nunca batem com os da Secex, que usamos em nossas análises. Não dá para trabalhar com números de empresas", diz Bruno Rezende, analista especializado em balança comercial da consultoria Tendências.
Na nota, a Petrobrás distribuiu uma cartilha explicando seu cálculo da balança, na qual reconhece não contabilizar dados de outras empresas e alega que as estatísticas da Secex só são compiladas após certificação pela Receita Federal, com atraso de até 60 dias.
Segundo os dados da ANP, houve grande crescimento das importações entre janeiro e abril deste ano. O movimento acompanha um ritmo de aumento no consumo de combustíveis que coloca em risco, este ano, a auto-suficiência conquistada em 2006, conforme admitiu em entrevista ao Estado o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
"O que vem puxando as importações é o diesel. O consumo cresce muito e a produção cresce pouco", comenta Rezende. De fato, as importações do combustível praticamente dobraram entre janeiro e abril em relação a igual período de 2007.
Costa afirmou que a Petrobrás trabalha para frear o crescimento das importações de diesel. Ele diz que a empresa investiu em uma nova unidade da Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para transformar óleo combustível em diesel.Além disso, o aumento da mistura de biodiesel para 3%, em vigor desde julho, pode contribuir para conter o aumento da demanda interna pelo derivado de petróleo. Segundo o executivo, a empresa projeta fechar o ano com um saldo comercial em torno dos US$ 500 milhões.
Segundo a ANP, entre janeiro e abril, o déficit financeiro na balança de petróleo e derivados foi de US$ 2,753 bilhões, número 682% superior ao registrado no mesmo período de 2007. "No médio prazo, a balança do setor tende a continuar deficitária e só será reduzida à medida em que as metas de produção sejam efetivadas." A Tendências projeta um déficit entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões em 2008, incluindo os gastos com importação de gás boliviano.
Embora nunca tenha deixado de importar petróleo leve para suas refinarias, o Brasil conseguiu fechar os últimos dois anos com volume de importações maior do que as exportações. Em 2006, o saldo foi de 57 mil barris por dia. Em 2007, caiu para 13 mil barris por dia.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O Estado de São Paulo
Brasil e Iraque estudam parceria
Brasília analisa proposta iraquiana de retomada de investimentos; insegurança ainda causa preocupação
Denise Chrispim Marin
O governo brasileiro começou a estudar um meio de retomar a presença econômica e comercial do País no Iraque, apesar da insegurança generalizada e da instabilidade política na região. A iniciativa de resgatar uma parceria que foi relevante nos anos 70 não partiu de Brasília, mas de Bagdá.
O emissário dessa proposta foi o ministro iraquiano de Comércio, Abdel Falah al-Sudani, que tratou do assunto no dia 17, em uma reunião no Itamaraty e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Apesar do interesse no mercado consumidor iraquiano, nas obras de reconstrução da infra-estrutura do país e na injeção de investimentos produtivos, a resposta do Brasil à proposta ainda é cautelosa.
“Não há impedimento político ou de outra ordem para que o Brasil atenda às demandas econômico-comerciais do Iraque. Mas, evidentemente, há várias dificuldades operacionais e de segurança”, resumiu o embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, que conversou com Al-Sudani.
No mesmo dia em que Al-Sudani argumentava em Brasília que a situação de segurança pública no Iraque melhorava, um atentado suicida matou 55 pessoas. Cinco dias depois, um relatório feito pelo Instituto Médico Legal de Campinas reviveu o hediondo caso do engenheiro João José Vasconcellos Jr, funcionário da construtora Norberto Odebrecht no Iraque, que foi seqüestrado, torturado e morto por um grupo extremista do país em 2005.
A insegurança, até o momento, impediu a reabertura da embaixada brasileira em Bagdá, que foi fechada em 1990, depois de funcionários brasileiros terem sido tomados como reféns e usados como escudos humanos por forças do regime de Saddam Hussein. Diante da falta de segurança, por enquanto o Itamaraty pretende manter a representação do País para Bagdá em uma sala da embaixada brasileira em Amã, na Jordânia, e evita mencionar a possibilidade de organizar uma missão empresarial do Brasil no Iraque. “Damos real importância ao quesito segurança”, ressaltou Jaguaribe.
OBRAS E SERVIÇOS
Segundo Ivan Ramalho, secretário-executivo do MDIC, Al-Sudani expressou o interesse especial do Iraque na participação de empresas brasileiras em obras de ferrovias, rodovias e termoelétricas e também na compra de alimentos, ônibus e caminhões. Durante a conversa, não houve menção sobre a possibilidade de o Brasil fornecer também equipamentos militares e o restauro de blindados brasileiros importados nas décadas de 70 e 80. Mas essa opção não está descartada pelo governo brasileiro.
Conforme explicou Ramalho, entre as exportações do Brasil para os países do Oriente Médio, os embarques para o Iraque são os menores, em volume e valor. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em 2007, as vendas brasileiras para o Iraque totalizaram US$ 90 milhões e apresentaram queda de 41% em relação a 2006. Mas o intercâmbio cresce por vias indiretas, fato que preocupa o MDIC.
Segundo cálculos feitos pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque, as importações iraquianas de produtos fabricados no Brasil foram duas vezes maiores em 2007 do que aquilo que indicam os dados oficiais. Elas teriam alcançado US$ 226 milhões, ou seja, pouco mais de um terço da média anual registrada nos anos 70.
Somente em janeiro deste ano, essas compras teriam somado US$ 18 milhões, cifra 75% maior que a do mesmo período do ano passado.
O Estado de São Paulo
Mundo vai se curvar ao etanol, diz Lula
No lançamento do novo Gol, presidente afirma que País vive ciclo virtuoso
Célia Froufe
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se muito entusiasmado durante o lançamento do novo Gol, na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, e ressaltou não só o fato de o projeto ser brasileiro, mas também o uso do combustível alternativo, o etanol.
“Haverá um momento em que o mundo irá se curvar aos combustíveis renováveis e o Brasil vai poder vender mais”, disse, arrancando aplausos da platéia. “O novo Gol será motivo de inveja para muitos países que pensam que são mais desenvolvidos do que o Brasil”, disse.
Ele acrescentou que a criatividade do brasileiro não é apenas no futebol e no samba. Para ele, o Gol continuará sendo a “menina dos olhos” do Brasil e da América Latina. Lula lembrou que esteve no lançamento do primeiro motor flexfuel, em 2003. “Pouca gente acreditava, na época, que o carro pudesse usar esse combustível. Hoje, praticamente 100% da frota brasileira é bicombustível.”
Lula lembrou também que ouviu muita choradeira dos empresários na ocasião. “Pareciam criança querendo mamar”, disse. Segundo o presidente, sua única ação no momento foi pedir paciência, pois as coisas se resolveriam.
“Hoje eu volto aqui e a indústria automobilística bate recordes de produção e de vendas”, comemorou. “Isso é fruto da confiança dos empresários que aumentaram seus investimentos quando perceberam a estabilidade da economia.” Lula ressaltou que o País passa por um ciclo virtuoso, onde ganham empresas e trabalhadores.
Durante o lançamento do novo Gol, Lula desceu o pano que cobria o veículo de cor prata. Ele entrou no carro no lugar do motorista. Ao seu lado estava um dos diretores mundiais do grupo, Francisco Garcia Sanz. Lula também cumprimentou um a um os oito trabalhadores da montadora que participaram do evento representando todos os funcionários.
À FRENTE DA ALEMANHA
Também presente no lançamento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse esperar que o Brasil ultrapasse a Alemanha na produção de veículos Volkswagen em todo o mundo já neste ano. “Estamos atrás da China e da Alemanha. Espero passar por um este ano e depois vencer a China”, disse.
O ministro ressaltou que, até hoje, a Volkswagen produziu mais de 17 milhões de veículos dos mais variados modelos. Segundo ele, para o lançamento do novo Gol, a empresa investiu R$ 1,2 bilhão. A exemplo de Lula, Jorge lembrou que o Gol foi o primeiro veículo bicombustível do Brasil, lançado em 2003.
A partir de então, observou, esse combustível se tornou uma tendência. “A tecnologia foi desenvolvida aqui em São Bernardo e hoje somos destaque internacional pelo uso do etanol e pela produção de carros bicombustíveis.”
Sobre a possibilidade de o País se tornar o segundo maior mercado da Volks, Garcia Sanz simplesmente disse que os índices recentes de produção e venda fortificam a posição do Brasil, que é o terceiro no ranking mundial da montadora.
O Estado de São Paulo
Píer desaba em Bertioga e deixa cerca de 50 feridos
Zuleide de Barros
Mais de 50 pessoas ficaram feridas na tarde de ontem, por volta das 15h30, com a queda de um píer em Bertioga, no litoral de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente foi provocado pelo excesso de peso no atracadouro, já que havia cerca de cem pessoas no local para assistir a uma procissão marítima, em homenagem a São Pedro Pescador. É um evento tradicional na cidade, que tem na pesca uma das suas principais atividades econômicas. Até o padre que celebrava a cerimônia se feriu.
O píer é feito de madeira e tem suporte de concreto nas laterais. A madeira, bastante desgastada pelo tempo e podre em alguns trechos, não suportou a pressão na ponta, mais perto do mar, e cedeu. Algumas pessoas chegaram a cair no mar.
Na hora do acidente, dezenas de barcos, enfeitados para a festa, já estavam no mar e várias outras embarcações iniciavam os preparativos para entrar na água. Como uma viatura dos bombeiros dava suporte à festividade, o socorro foi rápido. Muitos populares, que assistiam à festa na orla, também ajudaram no resgate, levando as vítimas ao hospital.
Quase todos os feridos foram encaminhados para a Unidade Hospitalar Mista de Bertioga que, até as 18 horas, ainda mantinha mais de dez pessoas em observação. Segundo uma auxiliar de enfermagem, que não quis se identificar, o hospital só pôde dar conta da demanda porque a maior parte das pessoas sofreu apenas escoriações leves - se houvesse a necessidade de fazer muitas internações, o hospital, de pequeno porte, não teria estrutura para atender a todos. Mesmo assim, para garantir, o Hospital Santo Amaro, localizado no Guarujá, ficou de prontidão para receber eventuais feridos com maior gravidade, o que não havia sido registrado até as 18 horas.
Em toda a Baixada Santista, aconteceram ontem diversas festas em louvor a São Pedro. Em São Vicente, além da tradicional procissão marítima, houve uma caminhada de pescadores, uma missa campal e a bênção dos anzóis, pela manhã. Na Ponta da Praia, em Santos, também houve missa e procissão marítima, no final da tarde, como já é tradição há mais de 20 anos.
O Estado de São Paulo
NOTAS & INFORMAÇÕES
A concessão de portos
O governo já tem pronto o decreto que eliminará uma restrição legal aos investimentos privados em terminais portuários marítimos e, segundo a expectativa do ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, criará condições para a realização de investimentos de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões nos próximos dez anos. Atualmente em exame pela assessoria jurídica da Casa Civil da Presidência, o decreto deverá ser publicado ainda na primeira quinzena de julho.
De acordo com o ministro Pedro Brito, o decreto instituirá um regime de concessões a empresas particulares para a construção e operação de novos portos marítimos, num modelo semelhante ao de concessão de usinas hidrelétricas. Os interessados, empresas nacionais ou estrangeiras, participarão de uma licitação.
O novo regime, a ser criado por decreto, será completado com um plano de outorgas, que será elaborado com base nas necessidades do País e relacionará os portos cuja operação será transferida para a iniciativa privada. Empreendedores privados poderão propor ao governo a inclusão de portos nesse plano. No entanto, dado o grande interesse dos investidores e a grande necessidade do País de expansão dos serviços portuários, é possível que muitos projetos comecem a ser discutidos antes de concluído o plano de outorgas, que o governo pretende apresentar até o fim do ano.
O novo regime não imporá aos concessionários privados a exigência de movimentação de carga própria suficiente para justificar técnica e economicamente a instalação do novo porto, como consta das controvertidas regras atuais. Desse modo, eliminará a principal restrição apontada por muitos investidores privados à sua entrada no sistema portuário.
Essa exigência não está na Lei dos Portos, de 1993, o principal instrumento legal para o funcionamento do sistema portuário. Foi introduzida pela Resolução nº 517, aprovada em outubro de 2005 pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor. A norma da Antaq determina que as empresas interessadas em operar terminais portuários privativos mistos (isto é, que podem movimentar cargas próprias e de terceiros) devem especificar “as cargas próprias que serão movimentadas no terminal, com movimentação anual mínima” que justifique o empreendimento e especificar “a natureza” das cargas de terceiros que pretendem movimentar.
Há tempos empresários interessados em investir no setor observam que a Lei dos Portos não impõe restrição tão severa como essa - apenas exige a movimentação de carga própria, sem impor limite mínimo de movimentação, como exige a Antaq - e, por isso, vinham pedindo sua eliminação. Os que já operam esses terminais argumentavam que a mudança na regra deveria ser feita com a imposição de um sistema de disputa para a operação de novos terminais mistos pelo setor privado. O decreto, conforme antecipou o ministro dos Portos, trará essa exigência.
Já está acertado que a concessão será por 25 anos, renováveis por mais 25. O que o governo ainda não decidiu é se o critério para a definição do vencedor será pela menor tarifa cobrada pelos serviços ou pelo melhor preço de outorga. Com esse passo, o governo quer resolver pendências e acelerar os investimentos privados no setor portuário.
É bastante provável, porém, que, resolvida a questão criada pela norma da Antaq, surja outra. Empresários que investem em projetos próprios ou têm planos, alguns vultosos, de construção em terrenos privados, fora das áreas portuárias existentes, de terminais para a movimentação de cargas próprias e de terceiros consideram descabida a exigência de licitação. “Como seria dada uma concessão sobre um terreno privado?”, perguntam.
Em defesa da licitação, o ministro Pedro Brito argumenta que “o fato de alguém ter uma terra ao lado do mar não lhe dá o direito de construir um porto como quiser”. O governo diz que a autorização da construção deve depender de um plano de outorgas, atender ao interesse público e resultar de uma disputa, da qual será vencedor o concorrente que melhor atender às condições exigidas.
Brasil e Iraque estudam parceria
Brasília analisa proposta iraquiana de retomada de investimentos; insegurança ainda causa preocupação
Denise Chrispim Marin
O governo brasileiro começou a estudar um meio de retomar a presença econômica e comercial do País no Iraque, apesar da insegurança generalizada e da instabilidade política na região. A iniciativa de resgatar uma parceria que foi relevante nos anos 70 não partiu de Brasília, mas de Bagdá.
O emissário dessa proposta foi o ministro iraquiano de Comércio, Abdel Falah al-Sudani, que tratou do assunto no dia 17, em uma reunião no Itamaraty e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Apesar do interesse no mercado consumidor iraquiano, nas obras de reconstrução da infra-estrutura do país e na injeção de investimentos produtivos, a resposta do Brasil à proposta ainda é cautelosa.
“Não há impedimento político ou de outra ordem para que o Brasil atenda às demandas econômico-comerciais do Iraque. Mas, evidentemente, há várias dificuldades operacionais e de segurança”, resumiu o embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, que conversou com Al-Sudani.
No mesmo dia em que Al-Sudani argumentava em Brasília que a situação de segurança pública no Iraque melhorava, um atentado suicida matou 55 pessoas. Cinco dias depois, um relatório feito pelo Instituto Médico Legal de Campinas reviveu o hediondo caso do engenheiro João José Vasconcellos Jr, funcionário da construtora Norberto Odebrecht no Iraque, que foi seqüestrado, torturado e morto por um grupo extremista do país em 2005.
A insegurança, até o momento, impediu a reabertura da embaixada brasileira em Bagdá, que foi fechada em 1990, depois de funcionários brasileiros terem sido tomados como reféns e usados como escudos humanos por forças do regime de Saddam Hussein. Diante da falta de segurança, por enquanto o Itamaraty pretende manter a representação do País para Bagdá em uma sala da embaixada brasileira em Amã, na Jordânia, e evita mencionar a possibilidade de organizar uma missão empresarial do Brasil no Iraque. “Damos real importância ao quesito segurança”, ressaltou Jaguaribe.
OBRAS E SERVIÇOS
Segundo Ivan Ramalho, secretário-executivo do MDIC, Al-Sudani expressou o interesse especial do Iraque na participação de empresas brasileiras em obras de ferrovias, rodovias e termoelétricas e também na compra de alimentos, ônibus e caminhões. Durante a conversa, não houve menção sobre a possibilidade de o Brasil fornecer também equipamentos militares e o restauro de blindados brasileiros importados nas décadas de 70 e 80. Mas essa opção não está descartada pelo governo brasileiro.
Conforme explicou Ramalho, entre as exportações do Brasil para os países do Oriente Médio, os embarques para o Iraque são os menores, em volume e valor. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em 2007, as vendas brasileiras para o Iraque totalizaram US$ 90 milhões e apresentaram queda de 41% em relação a 2006. Mas o intercâmbio cresce por vias indiretas, fato que preocupa o MDIC.
Segundo cálculos feitos pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque, as importações iraquianas de produtos fabricados no Brasil foram duas vezes maiores em 2007 do que aquilo que indicam os dados oficiais. Elas teriam alcançado US$ 226 milhões, ou seja, pouco mais de um terço da média anual registrada nos anos 70.
Somente em janeiro deste ano, essas compras teriam somado US$ 18 milhões, cifra 75% maior que a do mesmo período do ano passado.
O Estado de São Paulo
Mundo vai se curvar ao etanol, diz Lula
No lançamento do novo Gol, presidente afirma que País vive ciclo virtuoso
Célia Froufe
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se muito entusiasmado durante o lançamento do novo Gol, na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, e ressaltou não só o fato de o projeto ser brasileiro, mas também o uso do combustível alternativo, o etanol.
“Haverá um momento em que o mundo irá se curvar aos combustíveis renováveis e o Brasil vai poder vender mais”, disse, arrancando aplausos da platéia. “O novo Gol será motivo de inveja para muitos países que pensam que são mais desenvolvidos do que o Brasil”, disse.
Ele acrescentou que a criatividade do brasileiro não é apenas no futebol e no samba. Para ele, o Gol continuará sendo a “menina dos olhos” do Brasil e da América Latina. Lula lembrou que esteve no lançamento do primeiro motor flexfuel, em 2003. “Pouca gente acreditava, na época, que o carro pudesse usar esse combustível. Hoje, praticamente 100% da frota brasileira é bicombustível.”
Lula lembrou também que ouviu muita choradeira dos empresários na ocasião. “Pareciam criança querendo mamar”, disse. Segundo o presidente, sua única ação no momento foi pedir paciência, pois as coisas se resolveriam.
“Hoje eu volto aqui e a indústria automobilística bate recordes de produção e de vendas”, comemorou. “Isso é fruto da confiança dos empresários que aumentaram seus investimentos quando perceberam a estabilidade da economia.” Lula ressaltou que o País passa por um ciclo virtuoso, onde ganham empresas e trabalhadores.
Durante o lançamento do novo Gol, Lula desceu o pano que cobria o veículo de cor prata. Ele entrou no carro no lugar do motorista. Ao seu lado estava um dos diretores mundiais do grupo, Francisco Garcia Sanz. Lula também cumprimentou um a um os oito trabalhadores da montadora que participaram do evento representando todos os funcionários.
À FRENTE DA ALEMANHA
Também presente no lançamento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse esperar que o Brasil ultrapasse a Alemanha na produção de veículos Volkswagen em todo o mundo já neste ano. “Estamos atrás da China e da Alemanha. Espero passar por um este ano e depois vencer a China”, disse.
O ministro ressaltou que, até hoje, a Volkswagen produziu mais de 17 milhões de veículos dos mais variados modelos. Segundo ele, para o lançamento do novo Gol, a empresa investiu R$ 1,2 bilhão. A exemplo de Lula, Jorge lembrou que o Gol foi o primeiro veículo bicombustível do Brasil, lançado em 2003.
A partir de então, observou, esse combustível se tornou uma tendência. “A tecnologia foi desenvolvida aqui em São Bernardo e hoje somos destaque internacional pelo uso do etanol e pela produção de carros bicombustíveis.”
Sobre a possibilidade de o País se tornar o segundo maior mercado da Volks, Garcia Sanz simplesmente disse que os índices recentes de produção e venda fortificam a posição do Brasil, que é o terceiro no ranking mundial da montadora.
O Estado de São Paulo
Píer desaba em Bertioga e deixa cerca de 50 feridos
Zuleide de Barros
Mais de 50 pessoas ficaram feridas na tarde de ontem, por volta das 15h30, com a queda de um píer em Bertioga, no litoral de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente foi provocado pelo excesso de peso no atracadouro, já que havia cerca de cem pessoas no local para assistir a uma procissão marítima, em homenagem a São Pedro Pescador. É um evento tradicional na cidade, que tem na pesca uma das suas principais atividades econômicas. Até o padre que celebrava a cerimônia se feriu.
O píer é feito de madeira e tem suporte de concreto nas laterais. A madeira, bastante desgastada pelo tempo e podre em alguns trechos, não suportou a pressão na ponta, mais perto do mar, e cedeu. Algumas pessoas chegaram a cair no mar.
Na hora do acidente, dezenas de barcos, enfeitados para a festa, já estavam no mar e várias outras embarcações iniciavam os preparativos para entrar na água. Como uma viatura dos bombeiros dava suporte à festividade, o socorro foi rápido. Muitos populares, que assistiam à festa na orla, também ajudaram no resgate, levando as vítimas ao hospital.
Quase todos os feridos foram encaminhados para a Unidade Hospitalar Mista de Bertioga que, até as 18 horas, ainda mantinha mais de dez pessoas em observação. Segundo uma auxiliar de enfermagem, que não quis se identificar, o hospital só pôde dar conta da demanda porque a maior parte das pessoas sofreu apenas escoriações leves - se houvesse a necessidade de fazer muitas internações, o hospital, de pequeno porte, não teria estrutura para atender a todos. Mesmo assim, para garantir, o Hospital Santo Amaro, localizado no Guarujá, ficou de prontidão para receber eventuais feridos com maior gravidade, o que não havia sido registrado até as 18 horas.
Em toda a Baixada Santista, aconteceram ontem diversas festas em louvor a São Pedro. Em São Vicente, além da tradicional procissão marítima, houve uma caminhada de pescadores, uma missa campal e a bênção dos anzóis, pela manhã. Na Ponta da Praia, em Santos, também houve missa e procissão marítima, no final da tarde, como já é tradição há mais de 20 anos.
O Estado de São Paulo
NOTAS & INFORMAÇÕES
A concessão de portos
O governo já tem pronto o decreto que eliminará uma restrição legal aos investimentos privados em terminais portuários marítimos e, segundo a expectativa do ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, criará condições para a realização de investimentos de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões nos próximos dez anos. Atualmente em exame pela assessoria jurídica da Casa Civil da Presidência, o decreto deverá ser publicado ainda na primeira quinzena de julho.
De acordo com o ministro Pedro Brito, o decreto instituirá um regime de concessões a empresas particulares para a construção e operação de novos portos marítimos, num modelo semelhante ao de concessão de usinas hidrelétricas. Os interessados, empresas nacionais ou estrangeiras, participarão de uma licitação.
O novo regime, a ser criado por decreto, será completado com um plano de outorgas, que será elaborado com base nas necessidades do País e relacionará os portos cuja operação será transferida para a iniciativa privada. Empreendedores privados poderão propor ao governo a inclusão de portos nesse plano. No entanto, dado o grande interesse dos investidores e a grande necessidade do País de expansão dos serviços portuários, é possível que muitos projetos comecem a ser discutidos antes de concluído o plano de outorgas, que o governo pretende apresentar até o fim do ano.
O novo regime não imporá aos concessionários privados a exigência de movimentação de carga própria suficiente para justificar técnica e economicamente a instalação do novo porto, como consta das controvertidas regras atuais. Desse modo, eliminará a principal restrição apontada por muitos investidores privados à sua entrada no sistema portuário.
Essa exigência não está na Lei dos Portos, de 1993, o principal instrumento legal para o funcionamento do sistema portuário. Foi introduzida pela Resolução nº 517, aprovada em outubro de 2005 pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor. A norma da Antaq determina que as empresas interessadas em operar terminais portuários privativos mistos (isto é, que podem movimentar cargas próprias e de terceiros) devem especificar “as cargas próprias que serão movimentadas no terminal, com movimentação anual mínima” que justifique o empreendimento e especificar “a natureza” das cargas de terceiros que pretendem movimentar.
Há tempos empresários interessados em investir no setor observam que a Lei dos Portos não impõe restrição tão severa como essa - apenas exige a movimentação de carga própria, sem impor limite mínimo de movimentação, como exige a Antaq - e, por isso, vinham pedindo sua eliminação. Os que já operam esses terminais argumentavam que a mudança na regra deveria ser feita com a imposição de um sistema de disputa para a operação de novos terminais mistos pelo setor privado. O decreto, conforme antecipou o ministro dos Portos, trará essa exigência.
Já está acertado que a concessão será por 25 anos, renováveis por mais 25. O que o governo ainda não decidiu é se o critério para a definição do vencedor será pela menor tarifa cobrada pelos serviços ou pelo melhor preço de outorga. Com esse passo, o governo quer resolver pendências e acelerar os investimentos privados no setor portuário.
É bastante provável, porém, que, resolvida a questão criada pela norma da Antaq, surja outra. Empresários que investem em projetos próprios ou têm planos, alguns vultosos, de construção em terrenos privados, fora das áreas portuárias existentes, de terminais para a movimentação de cargas próprias e de terceiros consideram descabida a exigência de licitação. “Como seria dada uma concessão sobre um terreno privado?”, perguntam.
Em defesa da licitação, o ministro Pedro Brito argumenta que “o fato de alguém ter uma terra ao lado do mar não lhe dá o direito de construir um porto como quiser”. O governo diz que a autorização da construção deve depender de um plano de outorgas, atender ao interesse público e resultar de uma disputa, da qual será vencedor o concorrente que melhor atender às condições exigidas.
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Volume de recalls dobra no Brasil
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Editorial
Lance crucial na rodada
A concessão de portos
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Ex-sargento que assumiu ser gay participa de parada em Brasília
200 mil participam de olimpíada do MEC
Seria insensato cortar produção neste momento, diz Catar
Internacional
Eleição muda mapa político da Bolívia
Em crise, Argentina se isola e retoma protecionismo
Brasil e Iraque estudam parceria
Metrópole
Bebeu, dirigiu, matou, pagou e está solto
PRF: 61 são presos em 5 Estados
Caminhões ameaçam parar SP hoje
EUA tentam barrar a especulação do petróleo
Volume de recalls dobra no Brasil
Começa bloqueio ao crédito na Amazônia
Editorial
Lance crucial na rodada
A concessão de portos
Ajuste nos Estados
Espaço Aberto
A prosperidade não é o problema :: Diogo Costa
Amizades de risco :: Carlos Alberto Di Franco
Colunas
Ribamar Oliveira
Opinião
Chute por chute... :: Carlos Alberto Sardenberg
Medo de déficit em transações correntes? :: Nathan Blanche
Um projeto de lei inconveniente :: Antonio P. Mendonça
Nacional
Em convenção, Marta mira Serra e Kassab e deixa Alckmin de lado
Mesmo ausente, Lula foi destaque em evento
Em evento de aliado, tucano faz crítica indireta a prefeito
Festa sem Aécio sela aliança em BH
Divido, PSDB decide lançar candidato em Porto Alegre
Juiz do Rio avisa que vai confrontar TSE e barrar candidato ficha-suja
Definido o cenário da sucessão de Cesar Maia
PT oficializa João da Costa em ampla aliança
MST anuncia ofensiva para cobrar assentamentos no Pontal
PF acirra atrito entre Dilma e Tarso
Política e religião dão o tom no 'Arraiá do Torto'
Mendes foi alvo de doleiro
Economia
EUA ameaçam barrar especulação
Analistas criticam confusão com manipulação
BIS discute crise nos EUA e alta da inflação
Mundo vai se curvar ao etanol, diz Lula
Goodyear vai investir US$ 200 milhões no País
Vida&
Diretor é demitido após a morte de 22 bebês
Bloqueio amazônico começa amanhã
Produtores de MT lutam na Justiça contra medida
Ex-sargento que assumiu ser gay participa de parada em Brasília
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Metrópole
Bebeu, dirigiu, matou, pagou e está solto
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Caminhões ameaçam parar SP hoje
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Primeira Página
BC eleva estimativa da inflação para 6%
Ruth Cardoso será enterrada hoje em São Paulo
Comissão de Ética analisa venda da VarigLog
Editorial
Meia medida para os caminhões
A questão dos fichas-sujas
A volta da censura à imprensa
IPCA desatualiza o relatório do BC
Espaço Aberto
A Varig de faz-de-conta :: Fábio Ulhoa Coelho
Chega de lendas! :: Demétrio Magnoli
Cartas
Colunas
Dora Kramer
Celso Ming
Alberto Tamer
Direto da fonte :: Sonia Racy
Opinião
A inflação e o déficit, a crise no espelho :: Rolf Kuntz
Nacional
Indicado de Dilma teve empresa que atuava no setor portuário
Na Codesp, era visto com consultor do Opportunity
Secretário assume indicação e isenta ministra
Claudio Mendes omitiu participação em empresas
Em relatório, Ministério Público aponta 'graves crimes' da cúpula da Bancoop
Zuleido tem US$ 9,5 mi na Suíça, revela PF
TCE aprova contas de Serra, mas faz 14 ressalvas
Ministério Público entra com 5ª ação civil contra Zeca do PT
Requião é multado mais uma vez em R$ 200 mil
Arruda: mais R$ 300 mi sem licitação
PT quer indiciamento de Yeda no relatório
Corregedor vê brecha para fraudes no TCE
STF enviará à Câmara dados sobre Paulinho
'Estado' e 'JT' vão recorrer contra censura
Juiz eleitoral multa ‘Veja’ e Kassab em R$ 21,2 mil
Restrições também devem atingir sites
Marta e bloquinho selam coligação com Aldo de vice
A 4 meses da eleição, Bolsa-Família sobe 8%
Britto diz que cabe contestação
'Não ficamos à mercê de ano eleitoral'
Julgamento pode ficar para 2011
Lula leva condolências a FHC
'As meninas da Ruth' vão continuar sua obra
A guerreira suave
Economia
BC eleva projeção de inflação a 6%
BC diz que inflação vai cair só no 4º trimestre
Repasse de preços a salários será vigiado
Em todo o mundo, BCs estão entrando em ação
Relatório fala em meta de superávit não confirmada
Sai o filé de salmão, entra a tainha
IPCA-15 surpreende e atinge 0,90%
Biodiesel deixa o diesel R$ 0,05 mais caro no dia 1º
Prévia da Fipe fica em 1,06%
Disparada da inflação derruba a confiança do consumidor
Econômicas
Desemprego no País cai para 14,8%
Estatais vão perder R$ 6 bilhões
Dinheiro do pré-sal pode ir para o Fundo Soberano
Após 1 ano, Cade aprova compra da Varig pela Gol
Comissão de Ética pode voltar a convocar Dilma
Audi, ex-sócio da VarigLog, deve depor no Senado no dia 2
Cacciola está a um ato da extradição
Pela 1ª vez em 9 anos, dólar fecha abaixo de R$ 1,60
Política fiscal no País ajuda moeda a cair, diz Werlang
De olho na inflação, Fed mantém juro em 2%
OMC tenta a última cartada para salvar Doha
Descoberto foco de estomatite bovina em Goiás
Alta de preço não afeta embarques
Lula pressiona Petrobrás em projeto com a PDVSA
Texaco pode custar R$ 2 bi ao Ultra
Shell vai investir em etanol de cana-de-açúcar
Empresa também quer explorar petróleo no Brasil
Possível problema na safra faz trigo subir 3%
Ministério pode mudar novo PGO, diz Costa
Liminar autoriza cobrança de ponto extra de TV paga
Vida&
Anúncio de remédio terá regra mais rígida
Metrópole
Samu terá a ajuda de 'motolâncias'
Brasil entra no rol dos países mais rígidos com novas regras
Justiça autoriza mutirão para obras já iniciadas
Procurador vai refazer denúncia contra militares
Presidente da Câmara depõe na PF
BC eleva estimativa da inflação para 6%
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Comissão de Ética analisa venda da VarigLog
Editorial
Meia medida para os caminhões
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Presidente da Câmara depõe na PF
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